Arquivo | fevereiro 2013

Lado a Lado

Lado a Lado

  Não posso ser intitulada como “noveleira”, até porque já perdi a conta de quantos anos fazem que não assisto a atração no horário nobre das nove horas, mas no horário das dezoito, quando estou em casa após o dia de trabalho, costumo acompanhar as tramas e presto uma homenagem ao sucesso que está sendo a novela “Lado a Lado” da Rede Globo de Televisão.

  Uma novela de época onde muito da história do Brasil no princípio do regime republicano e pós fim da escravidão é contado de forma bastante acertada pelo autor.

   Sem exageros, nem sensacionalismo, sem vilões de existência questionável, a novela orquestrou com maestria os fatos, lutas e conflitos que existiram e ainda existem em nosso cotidiano.

  A personagem Laura  interpretada pela atriz Marjorie Estiano é uma feminista inteligente que sem perder as características femininas luta para mostrar o valor da mulher. Ela não perde a feminilidade, ela não usa a sensualidade, ela simplesmente adquire conhecimento e demonstra como é difícil trilhar o caminho correto em um ambiente tomado por preconceito e hipocrisia sem limites.

  Senti muito de mim nela, até porque mesmo mais de cem anos depois as coisas não mudaram tanto. A mulher até conseguiu seu lugar “ao sol” mas continua vítima de muitos preconceitos, violência e é claro, hipocrisia. Assim como na época, as próprias mulheres tem grande parcela de culpa por não valorizarem-se e condenarem as outras mulheres que não seguem seus “padrões de dignidade.”

   No mais, o preconceito aos negros, as falcatruas políticas, os problemas de família, a falsa elite, a Revolta da Chibata e até o divórcio são retratados de forma bem entrosada com o enredo, sem perder o equilíbrio, com falas bem acentuadas e ótima interpretação da equipe de atores.

  A novela está nos últimos capítulos e vai deixar saudade. É difícil ver algo com real conteúdo nos tempos atuais, é difícil cativar o público sem apelar para o erotismo, a banalidade e a futilidade.

  Escrevo elogiando porque realmente valeu a pena. Estudantes de história tirariam grande proveito desta trama, até porque os livros da área geralmente não contam os conflitos do dia a dia, os pequenos acontecimentos que não foram para as páginas mas que mudaram e continuam mudando os rumos da sociedade.

  Para o público em geral, foi um presente. Cada personagem teve seu brilho e ensinou algo, cada um de nós encontrou um “antepassado” e muitas vezes ficou pensando em quanto evoluímos pouco ou até regredimos no quesito principal: humanidade.

Marcador de Página com Imã – Mais uma Opção

Você já deve ter visto muitos marcadores de página com imã e aqui eu deixo uma opção bem fácil e barata para você produzir seu próprio marcador.

Marcador de Página

Sempre recebemos nos finais de ano este pequenos calendários para utilizar em murais, geladeiras ou computadores. No verso eles geralmente vêm com imãs para fixação.

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Retire este imãs. Você pode utilizar o calendário como molde para seu marcador, assim como demonstro abaixo:

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Depois de recortado, cole os imãs nas extremidades e dobre o papel ao meio.

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Pronto! Você tem seu marcador, em poucos minutos com custo praticamente zero.

Agora veja as vantagens deste tipo de marcador:

  1. Você tem um marcador em poucos segundos no modo mais simples.
  2. Você pode criar o formato que quiser com diversos tipos de papel, cores, estampas, descrições e até personalizar com foto.
  3. É seguro no caso de queda ou qualquer manuseio descuidado. Ele não sairá da página marcada e ao mesmo tempo não usa colagem, clips, caneta ou qualquer material que danifique as páginas do seu livro.
  4. Pode ser utilizado como uma etiqueta. Você pode imprimir seus dados nele (nome, fone, e-mail, redes sociais) e caso perca ou esqueça seu livro em algum lugar, quem encontrar terá como lhe devolver.
  5. Para os estudantes, podem ser criados com várias cores e desta forma, os assuntos podem ser separados entre mais importantes, ainda não vistos ou  “cai na prova”.
  6. Se sua agenda não tem marcador, está aqui um ótimo acessório.
  7. Para quem gosta de levar o livro na bolsa, principalmente nas bolsas femininas, nunca mais marcadores amassados, rasgados ou  engatando em outros objetos.

As editoras poderiam começar a investir nele. Com mais durabilidade, estariam “na boca dos livros” por muito mais tempo.

E em 2016 estou voltando para mostrar algumas das minhas criações, aproveitando outros materiais que talvez não teriam utilidade e acabariam sendo descartados, veja só:

Fica a dica!

Titanic – A História Completa

Hoje eu volto a falar sobre um livro, um grande livro:

Titanic

Eu tenho muita dificuldade em terminar de ler um livro, não por falta de tempo ou interesse, simplesmente porque terminando-o eu tenho que sair daquele mundo, dar adeus àquelas sensações e descobertas, toda magia que um livro possui.

Neste caso, abandonar o Titanic no fundo da escuridão do oceano não foi fácil.

Todos assistiram o filme, muitos conheciam a história passada de geração em geração e todos conhecem algo sobre ele, mesmo que sejam apenas as lendas.

Neste livro o autor conseguiu contar detalhadamente não só a história do Titanic mas também muito de toda história naval. Sem cair no apelo do romance e nem na frieza de um documentário, atraiu o leitor página por página, descoberta por descoberta, separando o mito da realidade sem perder a dimensão do acontecimento.

O Titanic, como o próprio livro cita, é o “Fim de Uma Era” , um aviso divino claro de que o homem nunca dominará a natureza.

O projeto, os detalhes, o luxo, as ambições, os sonhos, a tragédia, as mortes, a repercussão, a lição, as lendas, a redescoberta, o recolhimento de destroços, o destino trágico de alguns sobreviventes e principalmente: a impotência humana diante do inevitável, a tentativa de explicar as falhas, quando na verdade, só a fatalidade explica.

O Titanic repousa sem seu jazigo eterno até a destruição completa, assim como uma criatura um dia torna-se pó, também ele, “O Navio dos Sonhos”, o “Gigante dos Mares”, aceita seu destino.

Mais de cem anos depois, muitos ainda não entenderam seu “Aviso Gigante” e assim como o Titanic não viu o sol brilhar na manhã de 15 de abril de 1912, muitos continuam na escuridão de seu egoísmo.

Agradeço ao autor, Philippe Mason por sua obra literária e indico para todos os leitores.

Toda trilha sonora da grande produção de James Cameron fará fundo à sua leitura e você se despedirá do Titanic ao som de “A Life So Changed”.