Hoje eu volto a falar sobre um livro, um grande livro:

Titanic

Eu tenho muita dificuldade em terminar de ler um livro, não por falta de tempo ou interesse, simplesmente porque terminando-o eu tenho que sair daquele mundo, dar adeus àquelas sensações e descobertas, toda magia que um livro possui.

Neste caso, abandonar o Titanic no fundo da escuridão do oceano não foi fácil.

Todos assistiram o filme, muitos conheciam a história passada de geração em geração e todos conhecem algo sobre ele, mesmo que sejam apenas as lendas.

Neste livro o autor conseguiu contar detalhadamente não só a história do Titanic mas também muito de toda história naval. Sem cair no apelo do romance e nem na frieza de um documentário, atraiu o leitor página por página, descoberta por descoberta, separando o mito da realidade sem perder a dimensão do acontecimento.

O Titanic, como o próprio livro cita, é o “Fim de Uma Era” , um aviso divino claro de que o homem nunca dominará a natureza.

O projeto, os detalhes, o luxo, as ambições, os sonhos, a tragédia, as mortes, a repercussão, a lição, as lendas, a redescoberta, o recolhimento de destroços, o destino trágico de alguns sobreviventes e principalmente: a impotência humana diante do inevitável, a tentativa de explicar as falhas, quando na verdade, só a fatalidade explica.

O Titanic repousa sem seu jazigo eterno até a destruição completa, assim como uma criatura um dia torna-se pó, também ele, “O Navio dos Sonhos”, o “Gigante dos Mares”, aceita seu destino.

Mais de cem anos depois, muitos ainda não entenderam seu “Aviso Gigante” e assim como o Titanic não viu o sol brilhar na manhã de 15 de abril de 1912, muitos continuam na escuridão de seu egoísmo.

Agradeço ao autor, Philippe Mason por sua obra literária e indico para todos os leitores.

Toda trilha sonora da grande produção de James Cameron fará fundo à sua leitura e você se despedirá do Titanic ao som de “A Life So Changed”.

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