Arquivo | julho 2013

Meus Óculos

Então chega um dia em que em uma consulta você descobre que seus olhos precisam de uma atenção especial, ou melhor, uma correção, e sua jornada ganha um acessório que se torna indispensável: os óculos.

Tudo bem, há a opção de lentes e em alguns últimos casos até de cirurgia, mas os óculos continuam sendo a melhor e mais comum opção para correção visual.

Em 27 de maio de 2003 descobri que tinha dois problemas: astigmatismo e miopia.

O astigmatismo faz com que tenhamos uma visão imperfeita, tanto para perto como para longe. Não se tem a percepção nítida dos contrastes entre as linhas horizontais, verticais e oblíquas. É normalmente a curvatura da córnea que está alterada, com uma forma mais ovalada que redonda. Costumamos confundir os símbolos próximos, como o H, o M e o N ou até números semelhantes. Simplificando, é aquela visão borrada, desfocada.

Já o míope vê mal de longe, mas enxerga bem de perto. Alguns sinais bem perceptíveis da miopia são não reconhecer nitidamente um amigo do outro lado da rua ou franzir a testa para conseguir enxergar algo mais ao longe que alguém próximo à você enxerga.

 Então, no dia 28 de maio de 2013 comecei a utilizar meu acessório novo:

Meus Primeiros Óculos

Não há nada de romântico como eu imaginava em fazer uso obrigatório de óculos. Os primeiros dias são os piores: tonturas, náuseas e sensação de “pisar fundo” lhe acompanham. Depois, como tudo, a gente acostuma e até esquece de tirá-los na hora do banho ou para dormir, mas os inconvenientes lhe perseguem: limpeza diária e nada de andar na chuva com eles, ainda não inventaram nenhum com “limpador automático”.

Se puder deixar uma dica para os “novatos” no uso de óculos é de que prefiram as armações e lentes mais leves possíveis. Não necessariamente as que escolhi, mas quanto mais leve, mais fácil a adaptação e no quesito armação, quanto mais discreta menor a sensação de “envelhecimento” por parte de quem nos vê. Claro que gosto é gosto e há milhares de opções para agradar a todos.

Com o passar do tempo, nova consulta, novo grau e novos óculos. Em 02 de outubro de 2008  o modelinho escolhido foi este:

Segundo óculos

Nesta altura o “sem armação” já não me agradava mais e eu estava numa fase de gostar muito da cor lilás. Ainda assim optei por algo discreto e leve. Poderia ter economizado utilizando a mesma armação e somente mudado as lentes, mas já eram outros tempos e resolvei renovar tudo.

E já estamos em 2013, novo grau, nova receita, novos óculos em 23 de julho:

Meu Terceiro Óculos

Agora minha principal opção é por lentes TRANSITIONS® que se adaptam de forma contínua às mudanças de luminosidade, adquirindo a tonalidade exata para cada situação rapidamente, tornando-se incolores em ambientes internos e totalmente escuras sob a luz do sol e ainda bloqueiam 100% dos raios UVA & UVB.

Esta opção surgiu pela obrigatoriedade imposta pela minha Carteira Nacional de Habilitação, já que no último exame não consegui enxergar as letrinhas adequadamente e aquela observação ingrata está lá: “Uso Obrigatório de Lentes Corretivas”.

Com estas lentes posso utilizar meu óculos também como “óculos de sol” e assim poupo não tendo que adquirir dois ao invés de um, além da praticidade de não precisar ficar trocando um pelo outro.

Claro que estas lentes são mais caras que as comuns, mas há coisas que não podem ser consideras despesa e sim, investimento.

Como acabei de buscá-lo, vou entrar novamente para aquela fase de tonturas, náuseas e sensação de “pisar fundo” dos primeiros dias, mas desta vez acredito que o desconforto será menor, pois o grau não diferenciou muito.

Quero deixar aqui a dica para quem é da minha cidade (Guaramirim, SC) ou região: a Relojoaria e Ótica Adolar, com ótimos produtos, atendimento qualificado e ótima negociação. Este meu último óculos foi adquirido com eles e assim como eu, com certeza você vai encontrar o que procura e retornar sempre.

Boa visão para você!

Bem Vindo o Papa, Bem Vindo Seja Quem For

Podemos dizer que estamos vivendo um ano bem movimentado no Brasil com Copa das Confederações, Manifestações Públicas e a Jornada Mundial da Juventude.

Em tudo que acontece, as redes sociais estão sendo as maiores propagadoras de informações como nunca antes na história, porém, nem sempre as informações são confiáveis e a necessidade de alguns em publicar suas vidas, suas opiniões, suas críticas e muitas vezes, sua total desinformação sobre o que falam, são constantes e totalmente dispensáveis.

Hoje todos dizem o que querem e defendem a chamada liberdade de expressão, seja de forma feroz ou sutilmente todos nós criamos uma necessidade de comentar tudo, dar nossa opinião, fazer valer aquilo que aprendemos ou achamos correto e principalmente, criticar o que não concordamos.

A vinda do Papa para o Brasil gerou uma séria discussão, como tantas outras, sobre a necessidade, os gastos, o direcionamento, vantagens e desvantagens da passagem da Jornada Mundial da Juventude.

E como sempre, as pessoas “levam para o lado pessoal” colocando sua opinião ou opção de vida acima dos demais.

Não importa qual religião promova um encontro como este, o importante são os frutos que se colhem. Vamos olhar por todos os ângulos antes de criticar:

– Se é gasto com segurança pública, por exemplo, sabemos que todo chefe de estado tem suas honras “adquiridas”. Venha o Papa, venha Obama, venha o Príncipe Charles, todo aparato público entra em ação;

– Se o trânsito é modificado, também é, por exemplo, em partidas de futebol, quando como animais irracionais, torcidas são separadas a maior distância possível e ruas são fechadas ou sentidos alterados, para evitar a selvageria da rivalidade em pleno 2013;

– Se a igreja, neste caso, católica, gasta grandes montantes neste evento, pode-se dizer que não é mais que um show de um grande astro da música. A diferença é que em eventos religiosos, se a “pregação” for realmente adotada por 10 em cada 100 participantes, o mundo melhora com mais solidariedade, tolerância e caridade, já com um show, o astro leva o dinheiro embora, você sentiu o prazer que o valor da sua entrada/ingresso lhe proporcionou e alguém ficou ainda mais rico e famoso (a opção foi sua e ninguém tem nenhum direito de lhe dizer que deveria ter empregado seu tempo e dinheiro de outra forma);

– Se o dinheiro vem dos adeptos da religião em questão, cada um investe naquilo que deseja. Se a fé da pessoa necessita de uma religião com preceitos, normas, sacramentos e tradições à serem seguidas, é uma opção dela. Criticar só vai fazer que cada vez mais ela se torne “fervorosa” para lhe provar o quanto é feliz com sua escolha. Não há instituição que sobreviva sem dinheiro, seja ela um clube de verão ou uma religião, você participa se quiser e respeita quem participa;

As sementes lançadas da discriminação e do preconceito hoje são árvores fortes e protegidas pela lei ambiental da desumanidade. Em tudo, não há tolerância para aceitar que o outro pense e haja diferente de você e mesmo assim ele e você possam estar certos, vivendo cada qual ao seu modo, sem precisar de agressão, contestação, rivalidade ou guerra.

Há pouco tempo, éramos manifestantes na rua contra a Copa das Confederações, não porque a Copa era ruim, mas porque ruim está todo o resto que faria bom uso do valor que foi investido em alguns jogos e cujos lucros em grande parte foram levados embora do país por uma minoria, mesmo assim, houve quem comprou os ingressos e assistiu os jogos e foi feliz deste modo. Temos que respeitar a opinião deles porque eles também tem liberdade de escolha.

Desde modo, você pode ser contra a religião, ou determinada religião, mas criticar não vai lhe fazer melhor que eles, do contrário, vai mostrar que ainda falta muito discernimento, tolerância e civilidade para você.

Precismos lutar pelo bem comum, por condições de vida melhor para todos e respeitando a todos. Todas as cores são belas e goste você mais do vermelho e eu mais d0 amarelo, somos humanos, o respeito e a harmonia nos fortalece.