Podemos dizer que estamos vivendo um ano bem movimentado no Brasil com Copa das Confederações, Manifestações Públicas e a Jornada Mundial da Juventude.

Em tudo que acontece, as redes sociais estão sendo as maiores propagadoras de informações como nunca antes na história, porém, nem sempre as informações são confiáveis e a necessidade de alguns em publicar suas vidas, suas opiniões, suas críticas e muitas vezes, sua total desinformação sobre o que falam, são constantes e totalmente dispensáveis.

Hoje todos dizem o que querem e defendem a chamada liberdade de expressão, seja de forma feroz ou sutilmente todos nós criamos uma necessidade de comentar tudo, dar nossa opinião, fazer valer aquilo que aprendemos ou achamos correto e principalmente, criticar o que não concordamos.

A vinda do Papa para o Brasil gerou uma séria discussão, como tantas outras, sobre a necessidade, os gastos, o direcionamento, vantagens e desvantagens da passagem da Jornada Mundial da Juventude.

E como sempre, as pessoas “levam para o lado pessoal” colocando sua opinião ou opção de vida acima dos demais.

Não importa qual religião promova um encontro como este, o importante são os frutos que se colhem. Vamos olhar por todos os ângulos antes de criticar:

– Se é gasto com segurança pública, por exemplo, sabemos que todo chefe de estado tem suas honras “adquiridas”. Venha o Papa, venha Obama, venha o Príncipe Charles, todo aparato público entra em ação;

– Se o trânsito é modificado, também é, por exemplo, em partidas de futebol, quando como animais irracionais, torcidas são separadas a maior distância possível e ruas são fechadas ou sentidos alterados, para evitar a selvageria da rivalidade em pleno 2013;

– Se a igreja, neste caso, católica, gasta grandes montantes neste evento, pode-se dizer que não é mais que um show de um grande astro da música. A diferença é que em eventos religiosos, se a “pregação” for realmente adotada por 10 em cada 100 participantes, o mundo melhora com mais solidariedade, tolerância e caridade, já com um show, o astro leva o dinheiro embora, você sentiu o prazer que o valor da sua entrada/ingresso lhe proporcionou e alguém ficou ainda mais rico e famoso (a opção foi sua e ninguém tem nenhum direito de lhe dizer que deveria ter empregado seu tempo e dinheiro de outra forma);

– Se o dinheiro vem dos adeptos da religião em questão, cada um investe naquilo que deseja. Se a fé da pessoa necessita de uma religião com preceitos, normas, sacramentos e tradições à serem seguidas, é uma opção dela. Criticar só vai fazer que cada vez mais ela se torne “fervorosa” para lhe provar o quanto é feliz com sua escolha. Não há instituição que sobreviva sem dinheiro, seja ela um clube de verão ou uma religião, você participa se quiser e respeita quem participa;

As sementes lançadas da discriminação e do preconceito hoje são árvores fortes e protegidas pela lei ambiental da desumanidade. Em tudo, não há tolerância para aceitar que o outro pense e haja diferente de você e mesmo assim ele e você possam estar certos, vivendo cada qual ao seu modo, sem precisar de agressão, contestação, rivalidade ou guerra.

Há pouco tempo, éramos manifestantes na rua contra a Copa das Confederações, não porque a Copa era ruim, mas porque ruim está todo o resto que faria bom uso do valor que foi investido em alguns jogos e cujos lucros em grande parte foram levados embora do país por uma minoria, mesmo assim, houve quem comprou os ingressos e assistiu os jogos e foi feliz deste modo. Temos que respeitar a opinião deles porque eles também tem liberdade de escolha.

Desde modo, você pode ser contra a religião, ou determinada religião, mas criticar não vai lhe fazer melhor que eles, do contrário, vai mostrar que ainda falta muito discernimento, tolerância e civilidade para você.

Precismos lutar pelo bem comum, por condições de vida melhor para todos e respeitando a todos. Todas as cores são belas e goste você mais do vermelho e eu mais d0 amarelo, somos humanos, o respeito e a harmonia nos fortalece.

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