“A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.”
Soren Kierkergaard

Em 1996, em um desfile para garota do colégio, esta foi a frase que eu escolhi para me representar.
1996? Sim, 16 anos, um mundo de sonhos, de planos, de fantasias e de muito chão pela frente.
 
A vida foi passando, como tinha que ser, as coisas foram acontecendo, pessoas chegando, pessoas indo embora e muito desta história ficou registrado em dezenas de agendas e diários que me acompanharam desde a infância.
 
Meu Passado
 
 
Ontem foi um dia para recordar, um dia para folhear páginas, reviver alguns momentos e sentir-me fazendo a coisa certa: jogando fora todas elas, para sempre!
 
Apagar o passado não é possível, mas ele pode ficar no lugar dele, lá no momento em que aconteceu, até porque há dois problemas com o passado: se foi bom a gente sente saudade e pode se entristecer por ter passado; se foi ruim a gente pode sofrer duas vezes. O que a gente tinha que aprender com ele se reflete no que a gente é hoje, não é preciso “revirá-lo.
 
Não foi fácil desfazer-me de minha própria história, mas era pior ler o que passou, “incorporar” novamente tempos antigos, ressuscitar sentimentos, lugares, pessoas e até meus animais de estimação que já se foram.
 
Ficam as fotos, a memória, tantos objetos com história pela casa; ficam os que ficaram para relembrar naquelas conversas saudosistas que acabam acontecendo uma vez ou outra.
 
Estão agora gavetas vazias esperando por novas coisas, virão novos dias que já não são mais anotados em agendas ou diários, mas em Calendário do Windows Live para serem acessados friamente de qualquer dispositivo móvel, protegidos por senha e não mais por cadeados ou cofres.
 
Ontem senti-me como a personagem da atriz Malu Mader na novela “Ferra Radical” se despedindo de seu diário.
 
Hoje sinto-me mais livre e quem sabe com muitas boas histórias para escrever na memória!

Anúncios