Arquivo | abril 2014

Esse Cara chamado Ayrton Senna do Brasil

Ayrton Senna da Silva
Era manhã de primeiro de maio de 1994, sonhei com Ayrton Senna.
Eu estava no autódromo berrando para que ele não corresse, mas ele foi e sumiu entre a neblina, tão densa e com pequenas aberturas que pareciam nuvens.

Levantei rápido da cama e vi meu pai na frente da tv assistindo a corrida.
– Pai, pai, o Senna não tá correndo, né?
– Tava, acabou de acontecer um acidente.
Eu olhava a tv incrédula e perguntei:
– Será que se machucou muito?
E meu pai disse:
– Pelo que eu conheço dos cursos da WEG (empresa em que meu pai trabalhava) ele está morto, olha a posição dos pés.

Naquele dia aprendi esta lição: pés abertos, caídos, sem a posição normal de quando estamos deitados significa que a pessoa está muito mal ou morta.

Minha mãe já orava, incrédula, para que o pior não estivesse acontecendo.

Horas mais tarde, quando eu já estava na casa da minha avó materna, o jornalista Roberto Cabrini oficializou o que nas palavras dele mesmo, ninguém queria dizer:

Ayrton Senna estava morto.

Se seguiu a comoção mundial que no auge dos meus 13 eu jamais havia visto. O esquecimento? Nunca houve esquecimento, Senna nunca foi esquecido.

Ayrton Senna parecia da família, além de um tio extremamente semelhante na época (com o boné do Nacional pareciam sósias), os dentes (eu sempre olhando os dentes das pessoas desde criança) eram no formato dos meus, ou melhor, são. E ele era corinthiano. E ele era canhoto. Era uma estranha e talvez comum coincidência que me aproximava dele.

Estes dias eu sonhei com este Ayrton tão próximo novamente. Conversávamos sentados em uma mesa de uma festa bastante simples e movimentada e que não faço ideia de onde possa ter sido. Ele sorria e eu só ficava repetindo como podia estar acontecendo aquilo depois de tanto tempo…ele parecia tão próximo, tão “tocável”, e feliz, ele estava feliz.

Acho que todo brasileiro o considerava próximo, um documentário exibido pela Rede Globo de Televisão relatou: Senna era a cara do Brasil que dava certo.

Senna é: breve mas infinito, eternamente jovem em sonhos, ideais, persistência, conquistas. Sua passagem só poderia ter sido assim, em alta velocidade, em apenas 34 anos. Ele era e é, além do maior piloto de todos os tempos, um exemplo para ser seguido por todos nós.

Por que você tenta provar que minha fé está errada?

Religiões

Há uma frase que circula na internet com bastante frequência questionando:
– Com milhões de religiões no mundo, só a sua salva? Que sorte você tem!

Seguindo a única maneira possível de viver em sociedade com harmonia que é praticando a tolerância e o respeito ao próximo, por que, em pleno 2014, ainda há “campanhas” ateístas ou fanáticas tentando provar que a fé de alguém está errada?

Durante estes tempos de Páscoa – “festa” conhecida pela grande maioria através do número significativo de seguidores do judaísmo e do cristianismo, ambos com suas crenças e rituais específicos, vi um bombardeiro de críticas, como se nos dias atuais fosse um “pecado” ter alguma crença e expressá-la.

Pelo que sei, exceto alguns países extremamente conservadores, a fé é livre para cada indivíduo, podendo ser expressada conforme os rituais de suas crenças.

Não interessa se você é budista, se é cristão, se a maioria da humanidade não conhece sua crença, sua seita, sua fé ou sua falta de fé, você tem que ser respeitado e precisa respeitar a opção dos outros.

Não há como sentir-se “invadido” ou desrespeitado se alguém manifestar sua crença e nem se a manifestação for cética, mas expressar o seu ponto de vista não significa ter o direito de criticar o do outro e tentar provar o quanto está “errado”.

É simples: dê mil motivos para um cristão não ser cristão e ele lhe dará mil e um motivos para ser. Assim em todas as crenças, fé não se discute.

Você pode gostar de um autor de um livro, de um cantor, de um astro de cinema ou de tv, de um jornalista ou até mesmo de um pregador, mas ninguém é obrigado a compactuar do seu gosto.

Se as cores estão disponíveis para colorir o mundo, por que precisamos todos optar por uma só?

Vemos que há uma “guerra não declarada” entre classes, raças, opções de vida e sexualidade e muita intolerância para quem não segue o “padrão” definido não sei por quem e não sei para que.

É preciso seguir o mandamento da maioria das crenças: amar ao outro como a si mesmo.

Se você acredita em um Deus ou em vários; se acredita em vida após a morte ou não; se acredita em reencarnação; em demônios ou simplesmente na natureza e ainda se não crê em nada e apenas vive um dia depois do outro, tolere, simplesmente tolere as diferenças e respeite quem não pensa igual a você.

Não compete a nenhum de nós autointitular-se “dono da verdade”, apenas a viver a verdade em que acreditamos, contribuindo para o bem de todos.

Trânsito, muito mais que ter uma CNH

Trânsito

Quando eu era criança, numa campanha sobre trânsito, o aluno com o trabalho premiado escreveu:

“Perca um minuto na vida mas não perca a vida em um minuto”

Não lembro o nome dele, mas lembro da frase quase que diariamente quando estou com pressa.

Também dirijo de uma forma quando estou só e de outra quando estou acompanhada. Fico ainda mais atenta, pois aquela vida ao meu lado está sob a minha responsabilidade.

Ninguém morre de véspera e ninguém é perfeito no trânsito, mas a pressa acompanhada da imprudência vitima muitas vidas precocemente o tempo todo.

Falta educação, falta prudência e falta, principalmente, amor à própria vida e dos demais.

Participar do trânsito é estar armado, as pessoas precisam entender que estão armadas contra os outros e contra si mesmas.

Para muitos, uma segunda chance, para outros tantos, o fim cruel e chocante.

Não Foi Acidente

Falando sobre trânsito, há uma campanha que necessita de 1.300.000 assinaturas para alterar e tornar mais rígidas as punições para quem beber e dirigir. O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, se aprovado, pode vir a humanizar e poupar muitas vidas.

Seja como for, faça a sua parte. Lembre-se que se cada um respeitar as leis, ter bom senso, amor próprio e amor ao próximo, viveremos mais e melhor.