Religiões

Há uma frase que circula na internet com bastante frequência questionando:
– Com milhões de religiões no mundo, só a sua salva? Que sorte você tem!

Seguindo a única maneira possível de viver em sociedade com harmonia que é praticando a tolerância e o respeito ao próximo, por que, em pleno 2014, ainda há “campanhas” ateístas ou fanáticas tentando provar que a fé de alguém está errada?

Durante estes tempos de Páscoa – “festa” conhecida pela grande maioria através do número significativo de seguidores do judaísmo e do cristianismo, ambos com suas crenças e rituais específicos, vi um bombardeiro de críticas, como se nos dias atuais fosse um “pecado” ter alguma crença e expressá-la.

Pelo que sei, exceto alguns países extremamente conservadores, a fé é livre para cada indivíduo, podendo ser expressada conforme os rituais de suas crenças.

Não interessa se você é budista, se é cristão, se a maioria da humanidade não conhece sua crença, sua seita, sua fé ou sua falta de fé, você tem que ser respeitado e precisa respeitar a opção dos outros.

Não há como sentir-se “invadido” ou desrespeitado se alguém manifestar sua crença e nem se a manifestação for cética, mas expressar o seu ponto de vista não significa ter o direito de criticar o do outro e tentar provar o quanto está “errado”.

É simples: dê mil motivos para um cristão não ser cristão e ele lhe dará mil e um motivos para ser. Assim em todas as crenças, fé não se discute.

Você pode gostar de um autor de um livro, de um cantor, de um astro de cinema ou de tv, de um jornalista ou até mesmo de um pregador, mas ninguém é obrigado a compactuar do seu gosto.

Se as cores estão disponíveis para colorir o mundo, por que precisamos todos optar por uma só?

Vemos que há uma “guerra não declarada” entre classes, raças, opções de vida e sexualidade e muita intolerância para quem não segue o “padrão” definido não sei por quem e não sei para que.

É preciso seguir o mandamento da maioria das crenças: amar ao outro como a si mesmo.

Se você acredita em um Deus ou em vários; se acredita em vida após a morte ou não; se acredita em reencarnação; em demônios ou simplesmente na natureza e ainda se não crê em nada e apenas vive um dia depois do outro, tolere, simplesmente tolere as diferenças e respeite quem não pensa igual a você.

Não compete a nenhum de nós autointitular-se “dono da verdade”, apenas a viver a verdade em que acreditamos, contribuindo para o bem de todos.

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