Nosso Mundo
Vi uma entrevista de um dos responsáveis da Defesa Civil de Santa Catarina.
Ele falou o que no fundo, a gente sabe mas espera que não aconteça.

Serão 10 anos de extremos no clima:
Ou será frio abaixo da média ou calor acima da média – com tendência ao calor excessivo;
Ou choverá demais em um período curto de tempo ou a estiagem (ou seca) será prolongada.
Não há mais lugar que não possa acontecer, que esteja protegido – a enchente, a seca, o frio ou o calor podem acontecer em qualquer lugar do mundo, em qualquer período e pronto, sem ter como evitar.

Somos os gafanhotos do mundo moderno – uma superpopulação que consome os recursos naturais com uma pequena parcela lutando para manter-se sustentável.

Vi em outra reportagem sobre o lixo, que já é tarde em alguns locais, mas se não for dada destinação correta imediatamente não haverá como salvar grandes áreas de terra e água contaminadas.

O que muitas pessoas não tem noção é sobre a alimentação. Continuam fúteis pagando milhares de reais por algo com “marca” e reclamando do preço de qualquer alimento, quando este sobe R$ 0,50. No Brasil não temos uma política de aproveitamento de comida, muito é desperdiçado porque não há preço digno para quem produz, não há distribuição adequada e muito menos conscientização em massa sobre a riqueza em alimentos que possuímos.

E cada um se esconde como lhe convém: “eu tenho dinheiro, eu posso pagar” – “o mundo foi sempre assim e a humanidade continua aqui” – “danem-se, só falam besteiras” – “eu tenho mais o que fazer”.

Admiro os que fazem o pouco que podem, que é muito.
Embora sejam inevitáveis certas catástrofes, admiro o ser humano que tem consciência e faz a sua parte.

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