Seres Humano

Há instalada na sociedade uma falsa atribuição de super importância para o ser humano, não digo a humanidade como uma espécie que domina o planeta, digo em cada um.

Mesmo completamente vulnerável, corrompível e com uma vida breve, cada um fechado em sua individualidade – para não dizer arrogância e pretensiosismo – se vale das armas modernas para impor aos demais sua força e demonstrar que em pleno 2015 é mais cruel que nossos antepassados, chamados de medievais.

Mentes completamente vazias de valores morais e desconhecendo o mínimo de sociabilidade, criam ambientes absurdos em violência, desleixo, corrupção e “politicamente incorretos” para sobrevivência digna de qualquer espécie de vida.

Chegamos ao ponto de defender com unhas, dentes, mídia e todo poder possível nos atribuído por uma sociedade corrompida, o que há de mais perverso, o que mais prejudica, o que destrói.

Chamamos de cultura “cantar” aquilo que há séculos as mulheres lutam contra: desigualdade, machismo, violência e humilhação; chamamos de direitos humanos defender e proporcionar condições de vida superior e muito superior aos algoses da sociedade do que às vítimas completamente desprotegidas e vulneráveis; fanaticamente e cegamente entramos em defesa de partidos corruptos que corroem toda possibilidade de crescimento pessoal e comunitário, além de abandonar os serviços públicos à própria sorte e falta de recursos básicos, simplesmente por falta de humildade em reconhecer nosso erro e voltar atrás, ou por qualquer vantagem fugaz; propagamos o quanto possível o que há de pior e praticamos todos os níveis de crueldade e insensatez para com a natureza e com o próximo; defendemos e protestamos à favor de uma liberdade que não respeita as escolhas do semelhante e somos capazes de qualquer ato por um prazer momentâneo, proporcionado por uma “vitória” covarde ou por um punhado à mais de dinheiro.

Onde vamos chegar?

Nos trancaremos em jaulas não como animais, mas como monstros que não poderão conviver se não partilharem da mesma tribo com escolhas exatamente iguais, uma manada selvagem e sem opções.

Enquanto a educação não é prioridade – e não falo de conhecimento – falo de aprender desde o berço que o respeito, o amor, a humildade e a valorização do ambiente em que vivemos são fundamentais para que a vida tenha algum real sentido, alguma real alegria, algum real prazer e algum real valor e todos os dias nos deixamos conduzir pela fútil ganância e pela falta de caráter, conviveremos com o sofrimento, com o vazio, sendo apenas mais um número nos que sugam a energia da terra, em vão.

Deixo aqui um vídeo que me inspira e quem puder ler o livro “O Pálido Ponto Azul” – Carl Sagan, tenho certeza que enriquecerá o coração e terá uma visão humanizada de nós mesmos:

Enquanto vemos tudo piorar, sejamos nós o “sal da terra” e façamos a diferença para melhor enquanto estivermos aqui.

Anúncios