Vem um dinossauro bem pré-histórico do “partido de direita que é vice de esquerda” (como se existisse realmente isto no Brasil) e diz que não devemos pedir impeachment. Juntam-se alguns “artistas” para falar que nunca estiveram contra o governo ou apoiando o impeachment. Vem mais apresentadores de tv e até jornalistas que mascaram notícias defendendo o governo e o governo, por sua vez, diz com todas as letras “não estar nem ai” para as manifestações e manda o povo ir mesmo gastar seu tempo em vão.
As pessoas, o tal do povo, totalmente influenciado, começa a mudar o seu discurso de “Fora Dilma” para “vamos ver se não tem outro jeito”.
O problema do Brasil é o brasileiro.
1. Confiaram nas urnas eletrônicas e estas urnas deram vitória ao PT novamente, presume-se que era o que a maioria queria e que uma boa parte se eximiu de qualquer responsabilidade deixando de votar;
2. Não é uma guerra partidária e muitos levam para este lado – um impeachment não é uma disputa onde alguém saia vencedor, pelo contrário, é a demonstração de incompetência do governo e insatisfação extrema do povo;
3. Se ninguém realmente aguenta mais, a reforma tem que ser geral e não só presidencial. Temos um bando repleto de mordomias que nós mesmos elegemos e que estão nem ai, nos seus carros blindados e armados de muito dinheiro. Nem parece que saíram do povo e para o povo, pois “trabalham” para si mesmos (se alguém se salva, me desculpe);
4. O povo tem que saber o que quer, se são só R$ 0,20 novamente, que desperdício de tempo. O governo concede qualquer esmola em alguma coisa para contentar os que se dizem descontentes COM TUDO, cobra em outro lugar de uma parcela da população (aquela que sempre paga o pato) e tudo acaba em pizza. 
Será que o povo tem consciência e consistência no que pede?
Mais uma vez eu pergunto: será que cada um está mesmo disposto a pagar o preço de uma revolução e mudar tudo, tudo mesmo?
E o pior: quem são os competentes, honestos e verdadeiramente comprometidos com o povo que tomarão o lugar dos que ali estão?
Se a pessoa não pede nota fiscal, tem tv à cabo “gato”, é um “dono da estrada” e atrapalha propositadamente os outros no trânsito, corta fila no banco e tenta tirar vantagem em tudo, como pode chamar outro de corrupto?
O mesmo ladrão de um real é o ladrão de um milhão, só a oportunidade mudou.

Meu desejo pessoal é de um país decente com todos, honesto, competente, sem divisão de cotas, minorias, maiorias, regiões, classes e falso socialismo. Para isto é preciso que os que mandam deem o exemplo para que a casa seja limpa de cima para baixo e que, com investimento verdadeiro em educação, não só conhecimento mas formação de caráter, tenhamos resultado daqui umas três gerações no mínimo.

Temos 515 anos de história para mudar, conseguiremos?
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