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Eles eram considerados loucos até por nós mesmos, mas nós também eramos considerados loucos por muitos.

Os comentários de alguns eram críticas e chegaram a afirmar que o acidentes aéreo que vitimou toda banda naquele trágico 02 de março de 1996, era um castigo por fazerem música vulgar (cômica, eu diria) e por brincar com assuntos sérios.

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A gente ouvia assim, “na fita”. Eu tinha 15 anos e nos sete fugazes meses de sucesso nacional dos Mamonas Assassinas, pulei muito (afinal, não podia se chamar de dança) suas músicas animadas, cantei muito no colégio e todos se divertiram.

Sim, nós estávamos na fase certa para curtir a rebeldia de algo diferente, inusitado, que por isso chocava uns e agradava muitos.

A foto, como diz a legenda “batida à máquina de escrever”, foi de um show em um município próximo. Não fui, não tinhas condições financeiras e nem a “turma” para gastar dinheiro com show dos caras que não agradavam muitos nossos pais. Ficou a foto de quatro dos cinco integrantes que visitaram o local da apresentação para fazerem o “reconhecimento”.

Hoje se poderia dizer que estavam mais perto dos anjos do que dos demônios, que faziam era rir e divertir um povo que estava traumatizado pela perda de Ayrton Senna e num momento econômico de transição e início de estabilização.

Uma rede de tv trouxe emoção e saudade neste mês de fevereiro ao lembrar não somente deles, mas daquele tempo, daqueles sentimentos, dos inesquecíveis anos 90 e suas tantas histórias, revelações e perdas.

Se hoje tivéssemos mais Mamonas Assassinas talvez o mundo, já que eles alcançaram sucesso fora do país, seria mais cômico e conservaríamos um pouco daquela alegria que hoje parece tão distante e esquecida, soterrada pela vulgaridade de verdade que é espalhada e proclamada como “arte”.

Vinte anos depois, voltamos no tempo para pegar uma carona na brasília amarela com roda gaúcha…

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