Arquivo | abril 2016

Dom Pedro II – Nosso Grande Governante

Deixei este áudio de um grande jornalista nacional, Alexandre Garcia, para que comparemos nosso momento atual com nossa história e assim, valorizemos o grande monarca Dom Pedro II.

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No livro Dom Pedro II por José Murilo de Caravalho – Editora Companhia das Letras, descobrimos um administrador incrível e repleto de particularidades que não se repetiram até hoje.

Dom Pedro II nasceu em 02 de dezembro de 1825. Era três anos mais moço que o Brasil e o sétimo filho da imperatriz D. Leopoldina. Depois da primogênita, Maria da Glória, nascera em 1820 o primeiro filho., D. Miguel, que faleceu logo em seguida. O segundo, D. João, nascido em 1821, faleceu antes de completar um ano. Depois, nos três anos seguintes, só vieram mulheres: Januária, Mariana e Francisca. Apesar da aparência saudável ao nascer, D. Pedro não foi uma criança sadia, herdara, ele  e a irmã Januária, do pai, via Bourbon da Espanha, a epilepsia, mas, a melhor palavra que define sua infância, é orfandade.

Perdeu a mãe quando tinha um ano e nove dias de idade. Não conheceu o avô, D. João VI, que morrera em Lisboa em 1826. A avó, D. Carlota Joaquina, filha de Carlos IV da Espanha, retornara a Portugal em 1821, onde morreria em 07 de janeiro de 1831. O pai, D. Pedro I, e a madrasta, D. Amélia de Leuchtenberg, deixaram o Brasil em 13 de abril de 1831, após a abdicação.

D. Pedro incorporou os hábitos de disciplina e pontualidade que lhe incutiram na infância, com educação rígida e ampla. Ao longo da vida, sempre teve mania de estabelecer horários rígidos para tudo, onde que que estivesse. Tendo vivido a infância e adolescência sob a responsabilidade de vários tutores, em 1838 recebeu o que se pode chamar de “Receita de Imperador Perfeito” do Marquês de Itanhaém, onde destaco a passagem: “…pois bem pode ser um grande Monarca o Senhor D. Pedro II sendo justo, sábio, honrado, virtuoso e amante da felicidade de seus súditos, sem ter precisão alguma de vexar os povos com tiranias e violentas extorsões de dinheiro e sangue.”

Eram anos conturbados e no dia 23 de julho de 1840 a Assembléia Geral reunida num Senado cercado por 8 mil pessoas decretou formalmente a maioridade de D. Pedro II aos 14 anos e aos 15 anos, em 23 de julho de 1841 aconteceu a sagração e coroação do imperador, com direito à nove dias de celebração, que culminou em um baile para 1200 pessoas onde o jovem imperador não dançou.

Claro que era muita coisa para um jovem e ele teve que aprender algo que se perpetua até hoje: o desejo de todo partido em conquistar e manter-se no poder.Partidos Conservador e Partido Liberal eram os que gladiavam na época, além das várias províncias que aspiravam a independência. Não foi tarefa fácil manter este país gigante unido.

Em 1843 foi realizado o casamento de D. Pedro, apesar dele “não ser um bom partido”. A família imperial brasileira não era rica e o Brasil era um país distante, exótico e sem importância. O casamento arranjado foi com uma irmã do rei Fernando II das Duas Sicílias, Teresa Cristina. Realizado por procuração em Nápoles, em 30 de maio de 1843, foi necessário obter licença de Roma, porque os noivos eram primos. Na época o casamento de reis e imperadores eram negócios de Estado, não assuntos do coração. O primeiro filho, D. Afonso, nasceu em 1845, mas morreu com pouco mais de dois anos de idade. Em 1846, nasceu Isabel e, em 47, Leopoldina. Em 1848, veio outro filho, D. Pedro Afonso, que viveu ainda menos que o primogênito e sua morte abalou profundamente o imperador.

D. Pedro era um rei atuante, a carruagem imperial era vista com frequência cruzando aos solavancos as ruas mal calçadas das cidades a caminho de alguma repartição, escola, arsenal ou hospital. Os ministros não gostavam desta fiscalização e criavam intrigas e deboches com a intenção de afastá-lo de seus princípios, sempre sem êxito.

A imperatriz, Teresa Cristina correspondia à imagem pública de mulher modesta, humilde, caridosa, a “mãe dos brasileiros” e D. Pedro II seguia sendo admirado pelo povo que o amava, embora nem sempre tivesse apoio nos ministérios e parlamento. Escreveu 5500 páginas de diário, registradas a lápis em 43 cadernos. As anotações começam em 02 de dezembro de 1840, primeiro aniversário após a maioridade e terminam em 01 de dezembro de 1891, um dia antes do aniversário de 66 anos e 04 antes da morte. Entre suas anotações, destaco:

“…Tenho espírito justiceiro e, entendo que o amor deve seguir estes graus de preferência: Deus, humanidade, pátria, família e indivíduo…”

“…Não sou de nenhum dos partidos para que todos apoiem nossas instituições; apenas os modero, como permitem as circunstâncias, julgando-os até indispensáveis para o regular andamento do sistema constitucional, quando, como verdadeiros partidos e não facções, respeitam o que é justo…”

“…Também entendo que despesa inútil é furto à Nação…”

Como administrador, lutou em batalha inglória pela adoção do critério do mérito e da moralidade na escolha de funcionários, sobretudo de presidentes de província e queixava-se de que os ministros se preocupavam mais em premiar correlegionários. Queixava-se com impaciência da morosidade da burocracia dizendo que havia ineficiência no parlamento e corrupção no judiciário.

Como cidadão e imperador, se orgulhava da retidão: “Nada devo, e quando contraio uma dívida, cuido logo de pagá-la e a escrituração de todas as despesas de minha casa pode ser examinada a qualquer hora. Não ajunto dinheiro.”. Nunca aceitou aumento de dotação e às vezes doava parte dela ao Tesouro, entidades, esmolas ou como patrocínio para estudantes.

Falava latim, francês, alemão, inglês, italiano, espanhol. Lia grego, árabe, hebraico, sânscrito, provençal, tupi-guarani. Fazia traduções do grego, do hebraico, do árabe, do francês, do italiano, do inglês.

Era um apaixonado pelo Brasil e não admitia desperdícios, até mesmo quando quiseram lhe homenagear com uma estátua, recusou, sugerindo que os recursos eventualmente  arrecadados fossem destinado à construção de escolas.

Quanto à escravidão, dizia ser uma terrível maldição sobre qualquer nação mas que iria desaparecer – este foi um dos maiores motivos que lhe causaram a perda da coroa, mas ele conseguiu. Já a República que o tirou por golpe, queria a escravidão restituída.

Admirado no mundo inteiro, diziam não se lembrar de ter havido na história um Chefe de Estado que se apresentasse como simples protetor do escudo e da ciência, sendo ele próprio um erudito e um investigador cientifico. Em campanha política nos Estados Unidos, o New York Herald lançou uma chapa para concorrer às eleições presidenciais na qual figuravam D. Pedro para presidente e Charles Francis Adams, descende de John Adams, para vice.

Tinha a consciência que sem a educação do povo não haveria um bom futuro. Governou por 49 anos, três meses e 22 dias e era incrédulo quando do golpe que o expulsou do país, foi resignado recusando todo tipo de oferta de voltar a governar por golpe ou à força. Recusou os 5 mil contos de ajuda de custo e quando completou 64 anos à bordo do navio que o distanciava de sua terra amada, brindou com Isabel à prosperidade do Brasil. Morreu melancolicamente, sem ver reconhecida pelo seu país a dedicação de tantos anos e em momento extremamente doloroso, desabafou: “Eu fui sempre um Imperador violentado.” Foi sepultado com um punhado de areia de Copacabana, que levou no bolso, do qual não se separou nos seus poucos anos de vida que sobraram e servindo-se dele na última morada como travesseiro, assim era seu desejo: de alguma forma, nunca separar-se do Brasil.

Pode-se imaginar a surpresa de intelectuais europeus, como Nietzsche, ao descobrirem que vinha do Brasil um dos soberanos mais ilustrados do século. Em suas exéquias, boa parte do mundo intelectual e científico de Paris estava presente.

Ninguém dos golpistas (ou da república) fez-se presente no velório e sepultamento, mas no Brasil fez-se grande comoção e nos jornais e discursos que seguiram, até mesmo os adversários do imperador que criticavam sua política, ressaltavam o seu patriotismo, honestidade, desinteresse, espírito de justiça, dedicação ao trabalho, tolerância e simplicidade.O republicano José Veríssimo salientou que a maior dívida do Brasil com D. Pedro II era a atmosfera de liberdade que proporcionara às atividades do espírito. Nunca houve censura à imprensa mesmo quando esta o criticava de forma impiedosa, tanto por sua forma de governar, sua paixão pela leitura e usando ares de deboche quando de sua doença, a diabetes, que atrapalhou bastante seus últimos anos de reinado. Resumiu que todos no país pensavam o que queriam e diziam o que pensavam, não havia elogio maior à se fazer para um estadista da época.

Deixou um legado que não foi seguido, mas que nos enche de orgulho. Talvez nenhum outro administrador amou tanto nosso Brasil e lutou tanto pela decência pública quanto ele.

Twitter – Minha Rede Social Preferida

Twitter

Em tempos em que comunicar-se é o que há de mais simples a qualquer hora e com qualquer pessoa no mundo inteiro, talvez proteger-se do acúmulo de informações seja um problema.

Das redes sociais, a que ainda está como minha preferencial é o Twitter. Por que? Pela praticidade.

Quem quiser “me seguir”, clique aqui ou se quiser seguir o Jardim Valentina, clique aqui.
Se você abriu um dos links já entendeu porque é prático.

Resumidamente, em 140 caracteres (embora estejam querendo aumentar), você tem uma ideia clara dos meus pensamentos, notícias que divulgo ou postagens do blog. Assim é com todos que você segue. O tempo poupado comparado às outras redes sociais é incrível e ficar desatualizado, só por opção.

Sites de notícias, blogs preferidos, personalidades, marcas, programas preferidos…todos estão no Twitter e embora alguns tenham “migrado” para o Facebook, aos poucos a rede volta a ter seu volume costumeiro de informações.

Vários recursos otimizam ainda mais a plataforma:

⇒ Você pode optar por conectar a conta do Facebook no Twitter (vá em Configurações – Aplicativos) e desta forma tudo que postar no Twitter será, automaticamente, publicado no Facebook. Também é possível fazer o caminho inverso – do Facebook para o Twitter – e assim com outras redes.

⇒ Há uma infinidade de aplicativos compatíveis com o Twitter, sendo assim, se você tem um blog como o meu, por exemplo, pode conectar para que automaticamente uma nova postagem seja divulgada. Vários sites lhe dão a opção de divulgação direto no Twitter e assim os assuntos que lhe interessam são expostos lá, como um diário que pode ser acessado rapidamente para rever quando quiser.

⇒ Você pode anexar fotos, vídeos, gifs, localização e tudo que desejar. Além disso há aplicativos para conferência que podem ser conectados ao Twitter e a opção de “Mensagens Diretas” mantém as conversas em sigilo, se você achar necessário.

⇒ É o caminho mais rápido para entrar em contato com empresas ou lojas e questionar algum atendimento ou produto. Todas as empresas que contatei através do Twitter solucionaram o problema que tive.

⇒ Para quem ainda pensa que 140 caracteres é pouco para expressar-se, pode utilizar serviços como o TwitLonger  e através dele escrever quanto desejar. Será postado em seu Twitter um link que direcionará para seu texto mais longo.

⇒ Outra grande ferramenta, principalmente para quem quer divulgar serviços, blogs ou produtos, é o Twuffer. Você pode conectá-lo ao Twitter e deixar tweets pré-programados para determinados dias e horários. O serviço é beta, então aproveite enquanto puder. Desta forma mesmo que esteja desconectado um tweet é publicado automaticamente, mantendo seu Twitter atualizado.

⇒ Tendo como finalidade informar-se, manter contato com amigos e familiares ou utilizar para fins profissionais, o Twitter é, sem dúvida, a Rede Social mais prática e rápida.

Participo desde setembro de 2008, acompanhei várias mudanças e após 129 mil tweets e mais de 5000 fotos e/ou vídeos publicados, acredito ter experiência para indicar. Ao contrário de outras redes que depois de um tempo acabam ficando tediosas e com excesso de informação tomando muito mais tempo para que encontre o que verdadeiramente procura, o Twitter se mantém dinâmico, com interface limpa e agradável.

Encontro você também por lá!