Olimpiadas

“O povo arrota, arrota e arrota
Diziam que não ia ter Copa
Ficaram com 7 x 1 na memória.
Agora criticam a Passagem da Tocha
Mas a eleição está batendo à porta
E vão se vender por esmola.”

Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas Rio 2016, eventos grandiosos que voltam os olhares do mundo para nós, para nossa pátria, o que analisar de tudo isso?

Eu diria que sim, os eventos foram mais uma forma do velho “pão e circo” oferecido ao povo por séculos, além de ser utilizado como oportunidades para a velha, crescente e descontrolada corrupção, porém não podemos analisar somente negativamente.

Fato é que, sem Copa e sem Olimpíadas os problemas e a corrupção continuariam e continuam existindo. É ingênuo pensar que, sem os “investimentos” milionários dos eventos estes valores estariam sendo aplicados onde deveriam estar.

Temos que lamentar mostrar ao mundo nosso total e vergonhoso descontrole da gestão pública, nossa população que não tem (por não receber ou não querer praticar) educação para receber os visitantes e, principalmente, educação consigo mesma, onde o lixo infestado em todas as partes grita aos olhos de todos o quanto somos desleixados com nossa casa, nossa pátria. Será que tudo realmente é culpa somente dos governantes?

Precisamos urgentemente assumir nossa responsabilidade, cada um de nós fazendo a sua parte. Começa sim deixando de jogar lixo na rua e reciclando, como exemplo, e continua, não querendo ser igual aos que afundam o país por seu egoísmo sem fim usurpando nossos impostos da maneira mais fria, suja e canalha possível.

Somos nós que os elegemos e o pior, somos nós que resignados concordamos com as leis frágeis que regem nosso país e a impunidade de sempre. Somos nós, muitos de nós que alardeamos sem vergonha o lamento por não fazer parte desta corja que é a escória da sociedade, o que leva a crer que, tendo a oportunidade, boa parcela de quem hoje critica, faria pior do quem está lá.

É preciso urgentemente investir em educação para seres pensantes, que tenham discernimento do certo e do errado e que, principalmente, encontrem soluções aos problemas, ao invés de aumentá-los. Se este investimento parte de quem governa nossos impostos, então cobremos os investimentos que queremos. Não precisamos de ideologias, de regimes alternativos, de posições de “direita ou esquerda” que não levam à lugar algum, precisamos de atitudes conscientes, de cobrar em cada município o que precisar ser feito, de abrir mão do comodismo e do conformismo e mostrar que não somos o povo que vende voto, que sonha em ser corrupto igual aos que critica, que não é escravo de sua própria omissão.

Poucos de nós viveremos para ver outra Olimpíada em nosso Brasil, criticar o evento agora que posto não nos serve de nada, o momento para fazer isto era lá atrás quando o país se candidatou e foi escolhido, ali sim poderia ter havido manifestações de não aceitação. O que precisamos fazer é exatamente o contrário: mostrar ao mundo nossa civilidade, aproveitar o evento histórico como exemplo de disciplina e força de vontade para nossas crianças e jovens.

Precisamos e podemos fazer deste momento um marco inicial da mudança que queremos, por que não começar agora a sermos melhores com nosso país para que o país seja melhor conosco? Comece ali, na sua casa, na sua rua, no seu bairro, na seu município. Como diz o velho ditado: toda caminhada começa pelo primeiro passo, você está disposto a começar a andar pelo caminho da transformação?

Se há medo, siga aqueles que não desistem do Brasil. Temos sim muitos bons exemplos, muita gente boa que arregaça as mangas e faz acontecer. Precisamos cada vez sermos mais e sendo mais, alcançaremos nossos objetivos. Vamos lá, comece pelo primeiro passo!

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