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Não há como explicar a emoção de realizar um Teste DNA de Ancestralidade. Desde o instante em que resolvi investir nele, tudo tornou-se expectativa. Suposições inundaram a mente, tentativas repetitivas de criar um padrão de possibilidades e uma sensação de responsabilidade e gratidão por toda herança genética que carrego.

Fiz o teste para preencher lacunas que talvez nunca poderiam ser preenchidas por outros caminhos e  minhas descobertas trouxeram surpresa e alento. No exato momento em que recebi a encomenda dos Correios, fiquei muito nervosa, tremia para fazer o teste tão simples, já explicado nesta postagem. Tentei enviar as amostras no mesmo dia, mas nos Correios, muita burocracia e transtornos.

Com ajuda dos “anjos” de São Paulo, a odisseia que iniciou-se em janeiro, finalmente terminou em abril. Parece que realmente minha viagem teria que ser longa, como foi dos meus ancestrais em suas imigrações.

Embora um número considerável de pessoas já tenham realizado o teste, inclusive famosos no mundo inteiro, há uma série de inquietações até o resultado final. É surpreendente onde a ciência já conseguiu chegar, as descobertas já realizadas e para mim, o Teste de Ancestralidade não é simplesmente curiosidade, tem um tom quase solene, um respeito muito grande pela identidade que segue no sangue por gerações. Sabemos que estamos sempre evoluindo, que amanhã certamente haverá um detalhamento ainda maior e que quanto mais pessoas fizerem o teste, maior será o banco de dados e o parentes passíveis de serem “reencontrados” pelo mundo.

Assista este vídeo e veja a reação de algumas pessoas que passaram pelo teste:

Agora, finalmente, chegou a hora de falar sobre o meu:

meu mundo

Minha tão grande dúvida: eu tenho ascendência judaica?

Não, não tenho. Identificável por DNA não há acentrais judeus que tenham sido perpetuados em mim. Havia uma esperança por certas tradições familiares mas não foram concretizadas.

Em mim “vivem” meus ancestrais que viveram em:

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42.6%
Leste Europeu

Povos descendentes da Europa Oriental têm suas raízes na Rússia, Ucrânia, Polônia e Hungria. O início da Era Atual viu a região amplamente populada pelas tribos eslavas e bálticas com posteriores invasões romanas, mongóis e otomanas. Ligando a Europa à Ásia, a região foi o epicentro de uma rica difusão cultural; artes e ciência floresceram naquele lugar devido ao clima comumente inóspito e perturbações políticas nos últimos dois séculos.
A Europa Oriental foi considerada por muito tempo um centro importante para as principais tendências nas artes performáticas, como o berço do balé russo e da atuação moderna. Os russos foram responsáveis por proezas da engenharia como a construção da maior linha férrea do mundo há cem anos – a Ferrovia Transiberiana – e avanços científicos como terem sido os primeiros a enviar um humano para o espaço em 1961. Com o advento do nacionalismo soviético, a Europa Ocidental enfrentou uma emigração interna significativa. Após a queda do comunismo no início dos anos 90, diásporas significativas da Europa Ocidental agora estão presentes por toda a Europa e na América do Norte.

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30.3%
Ibérico

A região da Península Ibérica, que abrange Espanha e Portugal, foi historicamente moldada por diversas civilizações e populações distintas começando pelas antigas tribos ibéricas até o povo espanhol e português dos dias atuais. Em 1492 os judeus foram expulsos da região e Cristóvão Colombo navegou para as Américas, dando início à era de exploração e conquista no Novo Mundo. Os exploradores ibéricos se espalharam pelas Américas, partes da África e parte do subcontinente indiano, deixando sua marca genética nestas áreas. As cirurgias modernas foram iniciadas na Espanha durante a Era Dourada da Ibéria Islâmica, por volta do ano 1000 EC.

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25.6%
Italiano

O legado cultural e genético dos italianos foi moldado pelo Império Romano bem como o contato com a Europa do norte e o leste do Mediterrâneo.
A exploração italiana há 500 anos e a emigração subsequente resultou em uma grande presença italiana nas Américas do Norte e do Sul (EUA, Brasil, Argentina e outros), nos países europeus vizinhos (Alemanha e Suíça), bem como na Austrália e no sul da África. A Renascença europeia — um período de enorme inovação artística e científica durante os séculos XIV a XVII — começou na Itália e foi notoriamente incorporado pelo polímata italiano Leonardo da Vinci. Para muitos italianos, a culinária é um dos elementos mais importantes de sua cultura. Uma família italiana mediana consome cerca de 30 quilos de macarrão ao ano.

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1.5%
Finlandês

A Finlândia e a Rússia Ocidental são caracterizados pelas influências combinadas das culturas Nórdica e Eslava, embora o idioma Finlandês não seja similar nem aos idiomas escandinavos nem ao russo e seja mais intimamente relacionado ao húngaro. Existem populações de tamanho considerável de finlandeses étnicos nos vizinhos Rússia Ocidental, Suécia, Noruega e — seguindo uma grande onda de emigração por volta da virada do século 20 — Na América do Norte e Austrália.
Os finlandeses e russos ocidentais popularizaram um elemento de sua cultura no mundo: a sauna. As saunas têm um papel importante na cultura recreacional, no tempo familiar e até na etiqueta dos negócios finlandeses e russos ocidentais.

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Fiquei muito feliz em esclarecer sobre minha ascendência espanhola e surpresa com a finlandesa. Alguns sobrenomes que saíam do italiano e polonês na Árvore Genealógica agora também ficaram descifráveis e vários caminhos se abriram para novas descobertas.

Considero que valeu a pena e viveria todas as dificuldades novamente para chegar aqui.

Fica meu agradecimento ao Deus que criou a todos nós, aos amigos que auxiliaram, à competência do laboratório MyHeritage e aos que vieram antes de mim, por quem oro para que estejam em paz, estejam onde estiverem.

Acesse as categorias Árvore Genealógica e MyHeritage para mais postagens sobre o assunto!

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Antes que eu colocasse no ar esta postagem, o MyHeritage lançou uma atualização apresentando nova análise de composição genética, cobrindo 42 regiões étnicas, anteriormente eram 36. O problema é que agora “desconheço meu DNA”. O resultado saiu tão diferente do primeiro que não me identifico com ele. Parece que voltei ainda mais no tempo, como se fosse uma análise mais antiga, uma referência aos povos antecessores aos que somos familiarizados e por haver raízes na América, o estranhamento é ainda maior. Vejam só:

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64.6%
Balcânica

A Península Balcânica do sudeste da Europa foi a primeira no continente a incorporar a prática da agricultura trazida a Mesopotâmia cerca de 5.000 anos antes. Ela permaneceu por muito tempo como ponto de encontro sociopolítico, aproximando as culturas latina, grega e eslava na antiguidade, cristianismo e islamismo na idade moderna e lados adversários durante as Guerras Mundiais e a Guerra Fria na história recente. Apesar da discórdia e dos conflitos étnicos, a região continua a ser uma ponte entre ricas culturas e identidades. A música balcânica se tornou internacionalmente popular na idade moderna; ela incorpora influências eslavas e asiáticas ocidentais e se destaca por sua energia rítmica e ritmo dançante.

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15.4%
Irlandesa, Escocesa e Galesa

A região ocidental das ilhas britânicas é povoada por povos descendentes das seis nações celtas, três das quais se estabeleceram no que se tornou a Irlanda, Escócia e País de Gales (os outros três estavam na Bretanha, na Cornualha e na Ilha do Homem). Cada uma dessas três nações falou alguma variante de seu dialeto celta original continuamente. Os irlandeses, as primeiras pessoas a se instalarem na Irlanda há cerca de 9 mil anos, compartilham herança, cultura e linguagem (gaélico). Eles foram organizados por grupos de clãs ou parentes. Os escoceses são igualmente famosos pelos clãs, mas desde a época da Idade Média tem sido uma nação composta de Picts, Gaels e Britânicos. Para que a população do norte fale uma versão do gaélico, enquanto os do sul falam o que chamou Scots. Seus vizinhos, os galeses, são chamados de tal remontando à rotulação germânica deles como “Walhaz”, que significa “estrangeiro” ou “estranho” – a língua do País de Gales é igualmente chamada de galês. A área foi invadida pelos conquistadores anglo-normandos na Idade Média, e a colonização inglesa nos séculos XVI-XVII alterou a composição étnica das ilhas britânicas, introduzindo o inglês étnico. Apesar da unificação desses países como parte do Reino Unido (exceto da Irlanda do Norte) no presente, as pessoas em cada localidade se orgulham de suas etnias independentes e culturas acompanhantes – das divisões familiares como clãs para as respectivas bebidas alcoólicas (O País de Gales tem uma cozinha mais inglesa). A criação de várias etnias em um espaço tão pequeno facilitou descobertas genealógicas interessantes, bem como conexões misteriosas para desvendar – e apesar todas as diferentes heranças, quase todos agora falam inglês.

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11%
Escandinava

A Escandinávia é uma região do Norte da Europa que inclui a Suécia, a Noruega e a Dinamarca. O povo escandinavo compartilha uma herança germânica do norte. As tribos germânicas da antiguidade viajaram para o sul rumo à Europa continental buscando trocas, pesca e conquista de rotas, eventualmente colidindo com os romanos. A migração da Escandinávia para outras partes da Europa começou séculos atrás, enquanto no fim do século XIX milhões de escandinavos emigraram para as Américas. A influência cultural escandinava é facilmente aparente no centro-oeste norte americano, onde muitos nativos carregam sobrenomes escandinavos e passam receitas de família de comidas escandinavas, como o o “pão chato lefse”, de geração para geração. A antiga mitologia nórdica também entrou no léxico regular inglês; alguns dos dias da semana em inglês têm nomes dos antigos deuses nórdicos.

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7.7%
Ibérica

A região da Península Ibérica, que abrange Espanha e Portugal, foi historicamente moldada por diversas civilizações e populações distintas começando pelas antigas tribos ibéricas até o povo espanhol e português dos dias atuais. Em 1492 os judeus foram expulsos da região e Cristóvão Colombo navegou para as Américas, dando início à era de exploração e conquista no Novo Mundo. Os exploradores ibéricos se espalharam pelas Américas, partes da África e parte do subcontinente indiano, deixando sua marca genética nestas áreas. As cirurgias modernas foram iniciadas na Espanha durante a Era Dourada da Ibéria Islâmica, por volta do ano 1000 EC.

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1.3%
Centro-americana

A maioria da população da América Central, abrangendo do México até a Colômbia e Venezuela, é de descendência mestiça – uma mistura de ancestralidade espanhola, americana nativa e africana. Porto Rico e a República Dominica, curiosamente, têm uma grande população caucasiana, representando migração européia. Em contraste, os indígenas centro-americanos são maias, descendentes da avançada civilização Maia dos tempos pré-colombianos. Antigas civilizações da América Central produziram muitas inovações importantes, incluindo a construção de pirâmides, observações matemáticas e astronômicas complexas, formas iniciais de cirurgia médica, sistemas de calendários precisos e métodos agrícolas complexos. Na sociedade contemporânea, muitas pessoas com etnia centro americana estabeleceram-se entra as nações da América do Sul, atingindo o extremo sul como Uruguai e Argentina.

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Eis o vídeo do “Novo DNA”, ainda em “versão bruta” para você comparar os resultados entre o primeiro e o segundo. Há históricos que ainda não foram trazidos ao português mas que estão traduzidos acima:

Ainda tentando acostumar com as novidades e procurando informações, fico pensando em quais serão as próximas descobertas e quão fascinados ainda ficaremos como nossa trajetória pela terra.

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