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Dia do Estudante

Caderno

Saudades talvez ou uma reflexão, a foto é do meu primeiro caderno em sala de aula e naquele longínquo 1987 se chamava a 1ª Série do 1º Grau.

Não frequentei o pré-escolar, fui alfabetizada em casa. Havia uma tradição familiar na época que consistia em colocar vários objetos lado a lado na mesma proporcionalidade ao alcance das crianças que completavam 2 anos de idade. Valia tudo: talheres, ferramentas, objetos de decoração representando bonecas, carros, aviões, artigos para produção de artesanato e costura, lápis, borracha e uma caneta, uma simples Caneta BIC sem nenhum atrativo, mas foi ela que eu peguei e não larguei mais. Diziam que este seria o objeto de trabalho do futuro adulto e reconheço que acabou dando certo comigo e com muita gente.

Lá fui eu, com a canhota rabiscando paredes, cadeiras, mesas e tudo que havia pela frente e assim começaram também meus primeiros rabiscos no papel. Em 1994 meu primeiro emprego não poderia ser outro: atendente em uma papelaria. Soava quase óbvio tal era meu amor por cadernos, livros e todos os artigos de papelaria e escritório.

Também naquele ano de 1994 eu estava me formando datilógrafa como já comentei nesta postagem. Em 1996 já era hora da informática e com certeza a maioria dos leitores nem imaginam o que eram o MS-DOS e o QUATTRO-PRO, mas vamos deixar eles esquecidos lá no passado.

Em 1997 eu me formava Técnica em Contabilidade tendo até ai estudado 11 anos integralmente no ensino público, um ensino tão distante do atual que parecem há 100 anos de distância.

Estudei numa “escola isolada” municipal, assim se chamava na época. Haviam apenas duas salas e era normal duas turmas de séries diferentes estarem ao mesmo tempo em sala de aula: uma virada para um lado e outra para o outro, com um quadro em cada parede e a mesma professora se revesava para dar aulas diferentes no mesmo ambiente. Não houve nenhum problema quanto a isso, cada um sabia o que tinha que fazer e conseguíamos desenvolver o que se esperava de nós.

A partir da 5ª série fui para outra escola, a “básica”, estadual, onde completei o primeiro grau. O segundo foi um “colégio estadual” e foi onde fiz o curso técnico.

As diferenças, além das matérias: religião, preparação para o trabalho, educação moral e cívica eram muitas.

Não se ganhava o uniforme escolar nesta época, ele tinha que ser comprado em lojas do município e os pais eram responsáveis por isso. Como a maioria de nós éramos pobres e morávamos em simples casas de madeira, onde se tinha que dormir com o cobertor sobre o rosto mesmo no verão para não comer “farinha dos cupins”, havia uma troca intensa entre os vizinhos: os maiores iam deixando o uniforme para os menores e como eram idênticos para meninos e meninas (blusa branca, bermuda e calça azuis e a saia de prega só nos eventos especiais) usei roupa de “menino” e minhas roupas “de menina”, exceto as saias também serviram e bem para meninos. Ninguém via nenhuma maldade ou humilhação nisso, era assim, todos se entendiam e se havia alguém extremamente pobre, rifas ajudavam a comprar o uniforme “inicial”, depois todos faziam parte do mesmo rodízio.

Não haviam muros ou portões, no máximo muros de contenção de barrancos. As escolas eram áreas abertas, livres, qualquer um poderia chegar nas portas das salas, conversar conosco na hora do recreio e observar toda movimentação do local. Íamos estudar a pé ou bicicleta e os pais só nos levavam quando tinham que falar com a professora ou em caso de doença, porque estudávamos mesmo com gripe, dor de barriga, dor de cabeça. A professora se tornava a enfermeira e ela mesma diagnosticava se não havia mesmo condições de ficarmos e então pedia para alguém ir chamar os pais ou ela mesmo levava o aluno até em casa, se morasse próximo.

Em 11 anos de estudos não lembro de nenhuma reforma nas escolas, com exceção dos danos causados por inundações ou vendavais. Tudo era feito para durar, da telha a tinta, havia boa qualidade no todo. Se, por acaso, um aluno causasse prejuízo à escola, os pais eram chamados e responsabilizados, todos ficavam sabendo e eram repreendidos para que nunca fizessem igual.

ping pong

Se algo sumia na sala, todas as mochilas eram revistadas até encontrar o “ladrão” e este tinha que devolver o objeto de furto (geralmente uma figurinha de chicletes da Coleção Ping-Pong), pedir desculpas e assumir que nunca mais voltaria a fazer aquilo. Dado o fato e devolvido ao dono legítimo, todos voltavam a brincar juntos como se nada tivesse acontecido.

Se havia bullyng? Este nome nem existia mas sim, havia. Todos tinham apelidos e às vezes, irritantes. Se falasse ou fizesse uma “besteira”, era “zoado” por um bom tempo, ou era implantada uma “greve de amizades”, deixando aquela pessoa isolada por um tempo, mas entre uma choradeira aqui e umas risadas ali, ninguém ficou traumatizado e teve problemas futuros por causa disso.

No caso de desrespeito ao professor ou violência ao colega, havia a expulsão. Os pais eram chamados e convidados a levar seu filho para outra escola. Eu presenciei como aluna apenas um fato: um colega trouxe um esqueiro e colocou fogo no cabelo da colega que sentava à frente. Rapidamente o fogo foi apagado e não houve grandes danos mas foi mais que o suficiente para no outro dia ele, chorando muito, vir despedir-se de nós para todo sempre da vida escolar.

Nunca vi os pais desrespeitaram os professores em suas resoluções por vezes bem duras, muito menos os diretores. Havia um respeito muito grande, estes eram tidos como autoridades e caso dissessem algo, eles tinham razão, os alunos não. Não vi injustiças serem praticadas mas vi muita participação dos pais, que em caso de “anotação no caderno” chamavam a atenção dos filhos para seguirem as regras.

Ninguém era aprovado automaticamente, pelo contrário, se não alcançasse a média 7,0 em todas as matérias, mesmo que faltasse somente 0,5 ponto em uma delas, repetia o ano inteiro  e não havia matéria com menor ou maior importância, todas tinham o mesmo peso. Reprovar era simplesmente o fim do mundo. Não passei na pele, mas sofri junto com colegas que ficaram “para trás”.

Hoje em dia quando vejo a violência contra colegas e professores, depredação das escolas, irresponsabilidade dos pais e dos alunos sem compromisso com o aprendizado, irresponsabilidade pública com instalações inadequadas e até vergonhosas, penso em quanto todos estão perdendo, estas pessoas e a sociedade, que não valorizam o bem principal depois da saúde: o conhecimento.

Ainda bem que há oásis por toda parte, gente comprometida, gente que gosta de ver toda gente melhor, evoluindo e gente que quer aprender, pensar melhor com a mente expandida, ser melhor.

mapa mundi

Repito em todas as conversas sobre a solução dos problemas da humanidade, especialmente do Brasil: quando tivermos um povo com educação de verdade, teremos um país melhor. Que seja a educação sensata, sem ideologias, sem condicionamentos, que não seja vazia e que desperte em cada um o amor pelo conhecimento, o respeito pelo semelhante, a criatividade para resolver problemas e dinamizar o dia a dia e sobretudo, que nos faça ver que o caminho certo é mais longo, mas é e sempre será o  melhor, o nome deste caminho é honestidade, que em mentes conscientes formam uma sociedade com igualdade e felicidade.

Feliz Dia do Estudante!

eu

O Que Eu Aprendi Com Você

flor pedra

Sempre estive consciente de tudo. Não houveram promessas, planos, juras de amor ou qualquer atitude que pudessem elevar aqueles momentos ao status de relacionamento. Sim, eu sabia que era uma aventura e que não poderia me iludir, fantasiar, cobrar nada…

De repente me sentia outra e me surpreendia sentindo o que já considerava impossível. Aos poucos fui tirando a armadura que de tão dura, me afastou de mim mesma e que me escravizou em um mundo cinza onde o comprometimento em manter a rotina era a única certeza que me mantinha na ilusão do conforto.

Me vi abrindo exceções, sentindo borboletas dentro de mim, ao invés das eternas lagartas. Quis me tornar mais afável, não tão rígida e falar sobre coisas boas aos invés de martelar os infortúnios da vida e do mundo.

Finalmente me olhei no espelho novamente, quis me ver e me vi bonita independentemente das marcas do tempo, dos problemas e de estar vivendo uma ilusão.

Sem saber você estava me libertando das algemas do passado. Eu estava, finalmente, abandonando a menina decepcionada e fechada no casulo para me tornar uma mulher com desejos próprios acima da lei e da ordem, acima das próprias convicções, acima de tudo que poderia e nunca foi, acima do que me ensinaram a ser e eu sempre fui.

Me vi capaz de aceitar, de compreender, de abrir mão. Nos meus devaneios vivemos eternidades nos milésimos de segundo e eu fui feliz, simplesmente por te sentir respirar perto de mim.

Eu entendi que mesmo querendo conhecer o mundo e todas as suas maravilhas, que no meu desejo quase insano de viver, de ver, de colocar o pé na estrada e me surpreender após a próxima curva, a felicidade pode estar no lugar mais inóspito, assim como era meu coração antes de você. Basta chegar alguém que nos faça ver tudo diferente.

Obrigada por não saber definir entre desejo, paixão ou amor e poder sentir tudo misturado sem nunca chegar em uma conclusão e mesmo assim, valer a pena.

Obrigada por me fazer melhor, por me devolver à vida. Já não me importa o sofrimento, a tristeza, a perda e tudo mais que acontece ou pode acontecer. O que você me deu viverá para sempre em mim como um dos maiores tesouros que alguém pode receber.

Túnel do Tempo – I

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Já em várias postagens falei sobre minha tia-avó, Irmã Eva. Apresentei um pequeno histórico de sua vida e seu primeiro livro, posteriormente seu segundo livro, além de outras menções.

Desde criança sempre gostei de guardar as lembranças. Fazia pastas e antes mesmo de me formar em datilografia organizava cartas, cartões, fotos e recortes de jornais e revistas anotando alguns dados e datas e arquivando.

Um dia desses me pego folheando estas pastas antigas e encontro duas preciosidades: cartões enviados à mim e minha família por minha tia:

Foi como entrar em um Túnel do Tempo. Eu escrevia cartas e ela respondia sempre que possível. As visitas eram raras, dado seu trabalho com o cultivo de plantas medicinais e o atendimento ao grande público que lhe procurava, então estes contatos eram preciosos.

Quando criança ela me presenteava com os cartões postais que recebia e eram dezenas. Após ler cada um, fazia um pacote e enviava por algum conhecido, além de roupas e plantas que distribuía entre a família.

Nestes cartões vê-se a preocupação quando sofri um acidente e fraturei a perna direita em 1997 e quando do falecimento de minha avó materna, sua irmã, em 1998.

Impossível não se emocionar e agradecer por ser sobrinha-neta desta pessoa que plantou muitas ervas na terra e muitas boas sementes na vida das pessoas.

Em postagem anterior postei sobre o Projeto de Lei para criação do Dia da Fitoterapia, a lei entrou em vigor em 17 de julho de 2013:

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Também em 2003, um Selo Postal foi criado. Uma grande homenagem:

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Em 29 de novembro de 2004, foi inaugurado o Horto Irmã Eva Michalak, em Rodeio, SC, preservando e dando continuidade ao trabalho de toda uma vida:

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Já homenageada pelas companheiras de congregação, pelos admiradores de seu trabalho, pelo estado de Santa Catarina e aqui, humildemente, homenageada por mim na data em que se completam 105 anos de seu nascimento.

Mesmo tendo nos deixado há 10 anos, seu legado ficará para sempre!

Irmã Eva

Se você quiser usufruir um pouco desta sabedoria, o livro O Éden de Eva está disponível para baixar em formato *.pdf. Fica aqui o agradecimento à EPAGRI de Santa Catarina por disponibilizá-lo gratuitamente a todos.

Obrigada, tia!

Obs.: Tutorial para baixar o livro aqui.

MyHeritage DNA

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Você já pensou em fazer um teste de DNA para descobrir suas origens?

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É isto que o Kit de DNA do MyHeritage lhe permite: testar o seu DNA para que você possa fazer descobertas sobre a sua história familiar. DNA é um material hereditário presente nas células do corpo humano, que carregam um código genético único.

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O MyHeritage DNA vem com duas características principais: DNA Matching para encontrar parentes e Relatórios Detalhados de Etnicidade para mapear as origens étnicas e geográficas do usuário.

O DNA Matching compara as informações de DNA de todas as pessoas que já fizeram o upload de seus testes no MyHeritage, para encontrar semelhanças baseadas no DNA compartilhado, desta forma, pode fazer com que você encontre parentes que você desconhecia a existência e apontar novas direções de pesquisa.

Para além do DNA Matching, os resultados de DNA incluem uma lista fascinante do seu passado étnico. Você poderá ver a percentagem do seu DNA que advém de diferentes populações do planeta. Exibida em forma de lista ou mapa-múndi, poderá confirmar velhas histórias sobre a origem da sua família, ou talvez revelar que você tem raízes em locais totalmente inesperados.

Tudo pode ser analisado na sua página gratuita no MyHeritage ou no aplicativo MyHeritage DNA. Já havia postado sobre as pesquisas da minha Árvore Genealógica e o quanto é difícil conseguir documentos e informações confiáveis para montá-la, também postei sobre o MyHeritage, Seus Planos e Possibilidades. Então resolvi investir no exame.

Na hora do cadastro para fazer a compra, eles ligam para seu celular passando um código numérico em inglês que deve ser digitado para liberar seu pedido.

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No dia 23 de janeiro de 2017 fiz a encomenda que me custou $89,00, convertidos em real e acrescidos dos impostos, paguei R$ 312,44. O teste foi enviado três dias depois, em 26 de janeiro, chegou em 10 de fevereiro e pôde ser acompanhado pelo site MyHeritage:

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É realizado de forma bem simples, como demonstra o vídeo oficial abaixo. A dúvida que talvez você também tenha é do horário para fazer a coleta e se é necessário estar em jejum:

Não, não é necessário estar em jejum e não há um horário específico, apenas é recomendado não consumir nenhum alimento, bebida ou fumar pelo menos 30 minutos antes da coleta para evitar o que chamam de “contaminação”. Os resultados não serão alterados independentemente mas tornam-se necessários mais procedimentos para extrair o que realmente é útil:

Quando da chegada do Kit, não se pode esquecer de “ativá-lo” no site para dar continuidade ao processo da coleta das amostras. Há um número com código de barras que passa a ser o seu Número de DNA:

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O processo no laboratório nos parece bem complicado e demorado e as amostras ficam guardadas por tempo indeterminado, provavelmente para futuras pesquisas:

Enviei as amostras em 13 de fevereiro, paguei R$ 116,00 nos Correios e fiquei acompanhando a postagem:

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Então veio o desespero: minhas amostras foram barradas na alfândega.

Os Correios devolveram sem que chegasse ao laboratório nos EUA. Abri uma reclamação imediatamente onde disseram devolver o dinheiro reduzindo 7% dos custos da devolução para minha residência do “objeto proibido” e assim o fizeram em 29 de março, restituindo R$ 107,30 do valor que eu havia pago.

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Fiquei muito triste e revoltada com o MyHeritage DNA que afirmou não haver problemas no envio e que tudo aconteceria de forma tranquila, abri também uma reclamação e não encontrei um bom atendimento: reclamei a partir do dia 15 de fevereiro e somente em 29 de março recebi uma resposta de que entrariam em contato por telefone, mas até hoje, nada. No mínimo, se não conseguisse enviar, queria meu dinheiro de volta pois eles não podem oferecer um serviço sem garantia, mas consultei órgãos competentes aqui no Brasil e, por tratar-se de empresa estrangeira, seria praticamente impossível.

Neste momento dois anjos: um amigo e sua mãe, cuja a aquisição do mesmo exame aproximou e que residem no estado de São Paulo me prestaram a valiosa ajuda e enviaram por lá as minhas amostras. Teria perdido o dinheiro se não me auxiliassem nesta missão que tinha se tornado impossível para mim. Novo envio em 30 de março e nova expectativa. Assumi o risco de gastar mais dinheiro sem nenhuma garantia e, desta vez, deu certo!

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Ainda não sei em qual etapa a ansiedade é maior. Devido aos transtornos, minha espera ficou mais longa e em todo momento eu entrava no site para ver se o resultado já havia sido postado, embora eles tenham fornecido um prazo estimado.

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No dia 30 de abril o resultado finalmente foi postado em minha página MyHeritage e descobri coisas incríveis, mas as descobertas vão para outra postagem. Esta fica como um guia para você que esteja interessado em descobrir mais sobre suas origens.

Entre vários testes oferecidos no mercado atual voltados para mapear as origens étnicas, escolhi o MyHeritage DNA por já utilizar o site há algum tempo e porque eles têm um banco de dados imenso, com mais de 2.1 bilhões de perfis, 7 bilhões de registros históricos e 85 milhões de usuários registrados. Em um dia comum, os usuários de MyHeritage adicionam 2 milhões de perfis às suas árvores genealógicas. Isto dá muito mais significado aos resultados dos testes de DNA. Para a maioria das semelhanças de DNA, se pode visualizar a árvore genealógica da pessoa cujo DNA bate com o seu, além de ver sobrenomes e locais geográficos que se têm em comum.

Frequentemente novas funções estão disponíveis, você pode acompanhar no MyHeritage Blog quantas novidades vão surgindo e agregando mais informações valiosas.

Agora tenho mais um tesouro! Boa sorte com o seu!

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Acesse as categorias Árvore Genealógica e MyHeritage para mais postagens!

Chapecoense, O Time Que Conquistou O Mundo

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Não conseguia pensar, muito menos escrever. A notícia, tão chocante quanto inacreditável inebriou os sentimentos, escureceu o entendimento, silenciou o futuro. Do sonho ao pesadelo, em poucas horas; da festa ao luto; da esperança de vitória em campo à insignificância perante a tragédia.

De repente títulos, times e suas rivalidades não tinham mais nenhuma importância e de um grande elenco que voou sorrindo, volta-nos aviões oficiais trazendo os que nunca mais poderão sorrir.

O mundo todo se uniu em uma só torcida, em uma só consternação, em uma corrente humanitária que eu jamais vi no mundo do esporte.

A incredulidade deu lugar a solidariedade. Era preciso fazer algo pelos sobreviventes, pelas famílias, pelos amigos, pelo clube, pelos torcedores; era preciso pensar, agir, agilizar, confortar e por mais dolorosa que fosse a completa escuridão da morte, era preciso iluminar a vida.

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Aquele que disputaria um troféu em campo, o Atlético Nacional da Colômbia abriu mão do título que não pode mais ser disputado, nem é mais cobiçado e não tem mais o valor que tinha. Passou a ter outro sentido, passou a ser um símbolo de solidariedade, uma oportunidade de homenagear os que se foram e acalentar os que ficaram.

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Páginas inimagináveis se escrevem na história. A Chapecoense que era o Brasil na Copa Sul-Americana de Futebol, pintou de verde o mundo inteiro, silenciou torcidas, fez os campos de futebol terem a grama regada com lágrimas e nos envolveu em uma reflexão coletiva sobre a vida, sua importância e sua brevidade.

Minha bela Santa Catarina, que eu amo tanto, de onde eu nunca consegui escolher um único time para torcer e que eu jamais torci contra mesmo quando na disputa com um grande time nacional de coração, chora a perda daqueles que estavam nos enchendo de alegrias e orgulho, que mostravam a força de um povo humilde, trabalhador e que mais uma vez, tem que superar a dor e recomeçar.

Fica nossa oração pelos que se foram, pelos sobreviventes, por familiares, amigos, pela cidade de Chapecó, por todos aqueles que mostraram e mostram solidariedade, respeito e empenho para continuar a vida que segue, escrevendo seus dias.

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Breve histórico:

Associação Chapecoense de Futebol (ACF) é um clube de futebol brasileiro, sediado na cidade de Chapecó, Santa Catarina. Foi fundado em 10 de maio de 1973, com o objetivo de restaurar o futebol na cidade de Chapecó. Sua origem está ligada ao fato de que, na década de 1970, a região possuía apenas alguns times amadores, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional. Com o propósito de reverter esta situação, alguns desportistas da cidade, jovens apaixonados pelo esporte, decidiram se reunir para criar um time de futebol profissional para a cidade.

Às 22:15 h (hora local) de 28 de novembro de 2016 (1:15 h, do dia 29 de novembro no Brasil) uma aeronave da empresa venezuelana Lamia, com matrícula CP 2933 proveniente de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, caiu em Cerro Gordo, setenta e sete pessoas a bordo, inclusive toda a equipe do time brasileiro da Chapecoense que iria a Medellín onde disputaria uma partida contra o Atlético Nacional pela final da Copa Sul-Americana.

O time teve um voo direto a Medellín vetado pela Agência Nacional de Aviação Civil, então serviu-se da escala na Bolívia, para onde viajou em voo comercial. Deixaram de acompanhar a equipe os jogadores Neném, Demerson, Marcelo Boeck, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima que não seriam usados pelo técnico Caio Júnior; também não acompanhou o time o prefeito de Chapecó, que fora convidado a integrar a comitiva. Rodrigo Ernesto e Pablo Castro, que são responsáveis pela logística do clube, já estavam na Colômbia, onde aguardavam sua chegada.

Olimpíadas 2016

Olimpiadas

“O povo arrota, arrota e arrota
Diziam que não ia ter Copa
Ficaram com 7 x 1 na memória.
Agora criticam a Passagem da Tocha
Mas a eleição está batendo à porta
E vão se vender por esmola.”

Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas Rio 2016, eventos grandiosos que voltam os olhares do mundo para nós, para nossa pátria, o que analisar de tudo isso?

Eu diria que sim, os eventos foram mais uma forma do velho “pão e circo” oferecido ao povo por séculos, além de ser utilizado como oportunidades para a velha, crescente e descontrolada corrupção, porém não podemos analisar somente negativamente.

Fato é que, sem Copa e sem Olimpíadas os problemas e a corrupção continuariam e continuam existindo. É ingênuo pensar que, sem os “investimentos” milionários dos eventos estes valores estariam sendo aplicados onde deveriam estar.

Temos que lamentar mostrar ao mundo nosso total e vergonhoso descontrole da gestão pública, nossa população que não tem (por não receber ou não querer praticar) educação para receber os visitantes e, principalmente, educação consigo mesma, onde o lixo infestado em todas as partes grita aos olhos de todos o quanto somos desleixados com nossa casa, nossa pátria. Será que tudo realmente é culpa somente dos governantes?

Precisamos urgentemente assumir nossa responsabilidade, cada um de nós fazendo a sua parte. Começa sim deixando de jogar lixo na rua e reciclando, como exemplo, e continua, não querendo ser igual aos que afundam o país por seu egoísmo sem fim usurpando nossos impostos da maneira mais fria, suja e canalha possível.

Somos nós que os elegemos e o pior, somos nós que resignados concordamos com as leis frágeis que regem nosso país e a impunidade de sempre. Somos nós, muitos de nós que alardeamos sem vergonha o lamento por não fazer parte desta corja que é a escória da sociedade, o que leva a crer que, tendo a oportunidade, boa parcela de quem hoje critica, faria pior do quem está lá.

É preciso urgentemente investir em educação para seres pensantes, que tenham discernimento do certo e do errado e que, principalmente, encontrem soluções aos problemas, ao invés de aumentá-los. Se este investimento parte de quem governa nossos impostos, então cobremos os investimentos que queremos. Não precisamos de ideologias, de regimes alternativos, de posições de “direita ou esquerda” que não levam à lugar algum, precisamos de atitudes conscientes, de cobrar em cada município o que precisar ser feito, de abrir mão do comodismo e do conformismo e mostrar que não somos o povo que vende voto, que sonha em ser corrupto igual aos que critica, que não é escravo de sua própria omissão.

Poucos de nós viveremos para ver outra Olimpíada em nosso Brasil, criticar o evento agora que posto não nos serve de nada, o momento para fazer isto era lá atrás quando o país se candidatou e foi escolhido, ali sim poderia ter havido manifestações de não aceitação. O que precisamos fazer é exatamente o contrário: mostrar ao mundo nossa civilidade, aproveitar o evento histórico como exemplo de disciplina e força de vontade para nossas crianças e jovens.

Precisamos e podemos fazer deste momento um marco inicial da mudança que queremos, por que não começar agora a sermos melhores com nosso país para que o país seja melhor conosco? Comece ali, na sua casa, na sua rua, no seu bairro, na seu município. Como diz o velho ditado: toda caminhada começa pelo primeiro passo, você está disposto a começar a andar pelo caminho da transformação?

Se há medo, siga aqueles que não desistem do Brasil. Temos sim muitos bons exemplos, muita gente boa que arregaça as mangas e faz acontecer. Precisamos cada vez sermos mais e sendo mais, alcançaremos nossos objetivos. Vamos lá, comece pelo primeiro passo!

Brasil de Todos ou de Ninguém?

Estamos escrevendo a história do país. Dia após dia descobrimos e aprendemos mais sobre as forças que governam o Brasil.

Insatisfeita com os casos sempre crescentes de corrupção, com a má situação econômica e com falta de confiança na classe política, a população procura seus direitos exigindo justiça e a saída da atual presidente através de várias e grandes manifestações públicas por todo país.

Sendo reeleito com uma pequena diferença de votos, o PT – Partido dos Trabalhadores, entrou em seu quarto mandato com um discurso populista que foi sendo desconstruído pelos escândalos de desvio de dinheiro, entidades públicas sucateadas (hospitais, rodovias, escolas e até a gigante Petrobrás), redução de investimento nos programas populares, violência e desemprego crescentes. O Brasil perdeu o selo de bom pagador perante o mundo e a situação economia continua em declínio.

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Inicia-se assim a construção de um herói popular que já garantiu páginas nos livros de história: o Juiz Federal Sérgio Fernando Moro que chefia uma investigação intitulada de Lava-jato e que em cada fase encontra mais envolvidos, mais corrupção e chega aos grandes nomes da política nacional.

Admirado por todos que não estão satisfeitos com a atual situação, mensagens de apoio se multiplicam nas redes sociais, nas ruas, nos gritos de ordem (e de socorro) e literalmente, vestiu-se sua camisa em defesa de uma limpeza dos órgãos públicos.

De fato, ninguém antes dele agiu com tanta determinação e coragem enfrentando tudo e todos, sem distinguir cargos ou poder político. Particularmente, o admiro profundamente.

A Polícia Federal segue com seu trabalho e a crise político-administrativa se agrava com as decisões tomadas pelo partido eleito. Todos os dias vivemos momentos conturbados e a insatisfação é manifestada com mais esmero pelo povo brasileiro e por lideranças partidárias da oposição.

Vamos do sentimento de impotência ao de esperança constantemente e esperamos, como bom brasileiros, que a impunidade termine e que possamos viver num país com mais igualdade. Hoje o discurso populista de quem está no poder ao invés de unir separa as pessoas classificando-as por raças, classes sociais, origens e condições econômicas. Não sabemos quem serão os próximos e como será, mas a luta é por melhores condições de vida para todos, sem distinção.

Estes momentos são bons para que as pessoas tomem consciência de seus direitos e deveres, no seu cotidiano passem a agir com mais responsabilidade e discernimento e, principalmente, não votem só por votar ou se corrompendo por favores eleitoreiros. É preciso ser exemplo para que as novas gerações produzam governantes íntegros e não necessitemos mais viver sem o básico que pagamos para o setor público nos fornecer e menos ainda assistindo o enriquecimento ilícito dos que aproveitam seus cargos para fazerem tudo por si e nada pelos brasileiros.

Em março escrevi uma carta e enviei para juiz. Sua esposa criou uma comunidade na rede social Facebook para agradecer o carinho dos brasileiros e minha carta está lá. Fiquei feliz por ter chego ao destino, ter sido bem recebida e pelo agradecimento com a publicação:

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