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Dia do Estudante

Caderno

Saudades talvez ou uma reflexão, a foto é do meu primeiro caderno em sala de aula e naquele longínquo 1987 se chamava a 1ª Série do 1º Grau.

Não frequentei o pré-escolar, fui alfabetizada em casa. Havia uma tradição familiar na época que consistia em colocar vários objetos lado a lado na mesma proporcionalidade ao alcance das crianças que completavam 2 anos de idade. Valia tudo: talheres, ferramentas, objetos de decoração representando bonecas, carros, aviões, artigos para produção de artesanato e costura, lápis, borracha e uma caneta, uma simples Caneta BIC sem nenhum atrativo, mas foi ela que eu peguei e não larguei mais. Diziam que este seria o objeto de trabalho do futuro adulto e reconheço que acabou dando certo comigo e com muita gente.

Lá fui eu, com a canhota rabiscando paredes, cadeiras, mesas e tudo que havia pela frente e assim começaram também meus primeiros rabiscos no papel. Em 1994 meu primeiro emprego não poderia ser outro: atendente em uma papelaria. Soava quase óbvio tal era meu amor por cadernos, livros e todos os artigos de papelaria e escritório.

Também naquele ano de 1994 eu estava me formando datilógrafa como já comentei nesta postagem. Em 1996 já era hora da informática e com certeza a maioria dos leitores nem imaginam o que eram o MS-DOS e o QUATTRO-PRO, mas vamos deixar eles esquecidos lá no passado.

Em 1997 eu me formava Técnica em Contabilidade tendo até ai estudado 11 anos integralmente no ensino público, um ensino tão distante do atual que parecem há 100 anos de distância.

Estudei numa “escola isolada” municipal, assim se chamava na época. Haviam apenas duas salas e era normal duas turmas de séries diferentes estarem ao mesmo tempo em sala de aula: uma virada para um lado e outra para o outro, com um quadro em cada parede e a mesma professora se revesava para dar aulas diferentes no mesmo ambiente. Não houve nenhum problema quanto a isso, cada um sabia o que tinha que fazer e conseguíamos desenvolver o que se esperava de nós.

A partir da 5ª série fui para outra escola, a “básica”, estadual, onde completei o primeiro grau. O segundo foi um “colégio estadual” e foi onde fiz o curso técnico.

As diferenças, além das matérias: religião, preparação para o trabalho, educação moral e cívica eram muitas.

Não se ganhava o uniforme escolar nesta época, ele tinha que ser comprado em lojas do município e os pais eram responsáveis por isso. Como a maioria de nós éramos pobres e morávamos em simples casas de madeira, onde se tinha que dormir com o cobertor sobre o rosto mesmo no verão para não comer “farinha dos cupins”, havia uma troca intensa entre os vizinhos: os maiores iam deixando o uniforme para os menores e como eram idênticos para meninos e meninas (blusa branca, bermuda e calça azuis e a saia de prega só nos eventos especiais) usei roupa de “menino” e minhas roupas “de menina”, exceto as saias também serviram e bem para meninos. Ninguém via nenhuma maldade ou humilhação nisso, era assim, todos se entendiam e se havia alguém extremamente pobre, rifas ajudavam a comprar o uniforme “inicial”, depois todos faziam parte do mesmo rodízio.

Não haviam muros ou portões, no máximo muros de contenção de barrancos. As escolas eram áreas abertas, livres, qualquer um poderia chegar nas portas das salas, conversar conosco na hora do recreio e observar toda movimentação do local. Íamos estudar a pé ou bicicleta e os pais só nos levavam quando tinham que falar com a professora ou em caso de doença, porque estudávamos mesmo com gripe, dor de barriga, dor de cabeça. A professora se tornava a enfermeira e ela mesma diagnosticava se não havia mesmo condições de ficarmos e então pedia para alguém ir chamar os pais ou ela mesmo levava o aluno até em casa, se morasse próximo.

Em 11 anos de estudos não lembro de nenhuma reforma nas escolas, com exceção dos danos causados por inundações ou vendavais. Tudo era feito para durar, da telha a tinta, havia boa qualidade no todo. Se, por acaso, um aluno causasse prejuízo à escola, os pais eram chamados e responsabilizados, todos ficavam sabendo e eram repreendidos para que nunca fizessem igual.

ping pong

Se algo sumia na sala, todas as mochilas eram revistadas até encontrar o “ladrão” e este tinha que devolver o objeto de furto (geralmente uma figurinha de chicletes da Coleção Ping-Pong), pedir desculpas e assumir que nunca mais voltaria a fazer aquilo. Dado o fato e devolvido ao dono legítimo, todos voltavam a brincar juntos como se nada tivesse acontecido.

Se havia bullyng? Este nome nem existia mas sim, havia. Todos tinham apelidos e às vezes, irritantes. Se falasse ou fizesse uma “besteira”, era “zoado” por um bom tempo, ou era implantada uma “greve de amizades”, deixando aquela pessoa isolada por um tempo, mas entre uma choradeira aqui e umas risadas ali, ninguém ficou traumatizado e teve problemas futuros por causa disso.

No caso de desrespeito ao professor ou violência ao colega, havia a expulsão. Os pais eram chamados e convidados a levar seu filho para outra escola. Eu presenciei como aluna apenas um fato: um colega trouxe um esqueiro e colocou fogo no cabelo da colega que sentava à frente. Rapidamente o fogo foi apagado e não houve grandes danos mas foi mais que o suficiente para no outro dia ele, chorando muito, vir despedir-se de nós para todo sempre da vida escolar.

Nunca vi os pais desrespeitaram os professores em suas resoluções por vezes bem duras, muito menos os diretores. Havia um respeito muito grande, estes eram tidos como autoridades e caso dissessem algo, eles tinham razão, os alunos não. Não vi injustiças serem praticadas mas vi muita participação dos pais, que em caso de “anotação no caderno” chamavam a atenção dos filhos para seguirem as regras.

Ninguém era aprovado automaticamente, pelo contrário, se não alcançasse a média 7,0 em todas as matérias, mesmo que faltasse somente 0,5 ponto em uma delas, repetia o ano inteiro  e não havia matéria com menor ou maior importância, todas tinham o mesmo peso. Reprovar era simplesmente o fim do mundo. Não passei na pele, mas sofri junto com colegas que ficaram “para trás”.

Hoje em dia quando vejo a violência contra colegas e professores, depredação das escolas, irresponsabilidade dos pais e dos alunos sem compromisso com o aprendizado, irresponsabilidade pública com instalações inadequadas e até vergonhosas, penso em quanto todos estão perdendo, estas pessoas e a sociedade, que não valorizam o bem principal depois da saúde: o conhecimento.

Ainda bem que há oásis por toda parte, gente comprometida, gente que gosta de ver toda gente melhor, evoluindo e gente que quer aprender, pensar melhor com a mente expandida, ser melhor.

mapa mundi

Repito em todas as conversas sobre a solução dos problemas da humanidade, especialmente do Brasil: quando tivermos um povo com educação de verdade, teremos um país melhor. Que seja a educação sensata, sem ideologias, sem condicionamentos, que não seja vazia e que desperte em cada um o amor pelo conhecimento, o respeito pelo semelhante, a criatividade para resolver problemas e dinamizar o dia a dia e sobretudo, que nos faça ver que o caminho certo é mais longo, mas é e sempre será o  melhor, o nome deste caminho é honestidade, que em mentes conscientes formam uma sociedade com igualdade e felicidade.

Feliz Dia do Estudante!

eu

O Que Eu Aprendi Com Você

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Sempre estive consciente de tudo. Não houveram promessas, planos, juras de amor ou qualquer atitude que pudessem elevar aqueles momentos ao status de relacionamento. Sim, eu sabia que era uma aventura e que não poderia me iludir, fantasiar, cobrar nada…

De repente me sentia outra e me surpreendia sentindo o que já considerava impossível. Aos poucos fui tirando a armadura que de tão dura, me afastou de mim mesma e que me escravizou em um mundo cinza onde o comprometimento em manter a rotina era a única certeza que me mantinha na ilusão do conforto.

Me vi abrindo exceções, sentindo borboletas dentro de mim, ao invés das eternas lagartas. Quis me tornar mais afável, não tão rígida e falar sobre coisas boas aos invés de martelar os infortúnios da vida e do mundo.

Finalmente me olhei no espelho novamente, quis me ver e me vi bonita independentemente das marcas do tempo, dos problemas e de estar vivendo uma ilusão.

Sem saber você estava me libertando das algemas do passado. Eu estava, finalmente, abandonando a menina decepcionada e fechada no casulo para me tornar uma mulher com desejos próprios acima da lei e da ordem, acima das próprias convicções, acima de tudo que poderia e nunca foi, acima do que me ensinaram a ser e eu sempre fui.

Me vi capaz de aceitar, de compreender, de abrir mão. Nos meus devaneios vivemos eternidades nos milésimos de segundo e eu fui feliz, simplesmente por te sentir respirar perto de mim.

Eu entendi que mesmo querendo conhecer o mundo e todas as suas maravilhas, que no meu desejo quase insano de viver, de ver, de colocar o pé na estrada e me surpreender após a próxima curva, a felicidade pode estar no lugar mais inóspito, assim como era meu coração antes de você. Basta chegar alguém que nos faça ver tudo diferente.

Obrigada por não saber definir entre desejo, paixão ou amor e poder sentir tudo misturado sem nunca chegar em uma conclusão e mesmo assim, valer a pena.

Obrigada por me fazer melhor, por me devolver à vida. Já não me importa o sofrimento, a tristeza, a perda e tudo mais que acontece ou pode acontecer. O que você me deu viverá para sempre em mim como um dos maiores tesouros que alguém pode receber.

Túnel do Tempo – I

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Já em várias postagens falei sobre minha tia-avó, Irmã Eva. Apresentei um pequeno histórico de sua vida e seu primeiro livro, posteriormente seu segundo livro, além de outras menções.

Desde criança sempre gostei de guardar as lembranças. Fazia pastas e antes mesmo de me formar em datilografia organizava cartas, cartões, fotos e recortes de jornais e revistas anotando alguns dados e datas e arquivando.

Um dia desses me pego folheando estas pastas antigas e encontro duas preciosidades: cartões enviados à mim e minha família por minha tia:

Foi como entrar em um Túnel do Tempo. Eu escrevia cartas e ela respondia sempre que possível. As visitas eram raras, dado seu trabalho com o cultivo de plantas medicinais e o atendimento ao grande público que lhe procurava, então estes contatos eram preciosos.

Quando criança ela me presenteava com os cartões postais que recebia e eram dezenas. Após ler cada um, fazia um pacote e enviava por algum conhecido, além de roupas e plantas que distribuía entre a família.

Nestes cartões vê-se a preocupação quando sofri um acidente e fraturei a perna direita em 1997 e quando do falecimento de minha avó materna, sua irmã, em 1998.

Impossível não se emocionar e agradecer por ser sobrinha-neta desta pessoa que plantou muitas ervas na terra e muitas boas sementes na vida das pessoas.

Em postagem anterior postei sobre o Projeto de Lei para criação do Dia da Fitoterapia, a lei entrou em vigor em 17 de julho de 2013:

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Também em 2003, um Selo Postal foi criado. Uma grande homenagem:

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Em 29 de novembro de 2004, foi inaugurado o Horto Irmã Eva Michalak, em Rodeio, SC, preservando e dando continuidade ao trabalho de toda uma vida:

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Já homenageada pelas companheiras de congregação, pelos admiradores de seu trabalho, pelo estado de Santa Catarina e aqui, humildemente, homenageada por mim na data em que se completam 105 anos de seu nascimento.

Mesmo tendo nos deixado há 10 anos, seu legado ficará para sempre!

Irmã Eva

Se você quiser usufruir um pouco desta sabedoria, o livro O Éden de Eva está disponível para baixar em formato *.pdf. Fica aqui o agradecimento à EPAGRI de Santa Catarina por disponibilizá-lo gratuitamente a todos.

Obrigada, tia!

Obs.: Tutorial para baixar o livro aqui.

Sempre Lucrando Com O Méliuz

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Você lembra que eu vim nesta postagem falar sobre o Méliuz, o programa repleto de descontos e que devolve parte do valor da sua compra online?

Deu tão certo que eu vim postar novamente para que você não perca a oportunidade, olhe só o meu extrato:

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Eu já recebi depositados em minha conta corrente, sem pagar nenhuma taxa ou sofrer descontos, R$ 92,23 e já tenho saldo acumulando para receber mais, não é genial?

Quem não quer comprar por um bom preço e ainda receber dinheiro de volta?

Faça parte do Méliuz, o cadastro é rápido, seguro e funciona de verdade. Para melhorar ainda mais (se é que há como melhorar), você terá uma página com descontos e cupons exclusivos. Eu mesma utilizei um recentemente que meu deu R$ 30,00 de desconto na hora do pedido e assim um dos produtos que comprei veio de graça.

Aproveite, cadastre-se aqui e ganhe bônus indicando para seus amigos. Assim todos economizam!

MyHeritage DNA

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Você já pensou em fazer um teste de DNA para descobrir suas origens?

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É isto que o Kit de DNA do MyHeritage lhe permite: testar o seu DNA para que você possa fazer descobertas sobre a sua história familiar. DNA é um material hereditário presente nas células do corpo humano, que carregam um código genético único.

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O MyHeritage DNA vem com duas características principais: DNA Matching para encontrar parentes e Relatórios Detalhados de Etnicidade para mapear as origens étnicas e geográficas do usuário.

O DNA Matching compara as informações de DNA de todas as pessoas que já fizeram o upload de seus testes no MyHeritage, para encontrar semelhanças baseadas no DNA compartilhado, desta forma, pode fazer com que você encontre parentes que você desconhecia a existência e apontar novas direções de pesquisa.

Para além do DNA Matching, os resultados de DNA incluem uma lista fascinante do seu passado étnico. Você poderá ver a percentagem do seu DNA que advém de diferentes populações do planeta. Exibida em forma de lista ou mapa-múndi, poderá confirmar velhas histórias sobre a origem da sua família, ou talvez revelar que você tem raízes em locais totalmente inesperados.

Tudo pode ser analisado na sua página gratuita no MyHeritage ou no aplicativo MyHeritage DNA. Já havia postado sobre as pesquisas da minha Árvore Genealógica e o quanto é difícil conseguir documentos e informações confiáveis para montá-la, também postei sobre o MyHeritage, Seus Planos e Possibilidades. Então resolvi investir no exame.

Na hora do cadastro para fazer a compra, eles ligam para seu celular passando um código numérico em inglês que deve ser digitado para liberar seu pedido.

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No dia 23 de janeiro de 2017 fiz a encomenda que me custou $89,00, convertidos em real e acrescidos dos impostos, paguei R$ 312,44. O teste foi enviado três dias depois, em 26 de janeiro, chegou em 10 de fevereiro e pôde ser acompanhado pelo site MyHeritage:

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É realizado de forma bem simples, como demonstra o vídeo oficial abaixo. A dúvida que talvez você também tenha é do horário para fazer a coleta e se é necessário estar em jejum:

Não, não é necessário estar em jejum e não há um horário específico, apenas é recomendado não consumir nenhum alimento, bebida ou fumar pelo menos 30 minutos antes da coleta para evitar o que chamam de “contaminação”. Os resultados não serão alterados independentemente mas tornam-se necessários mais procedimentos para extrair o que realmente é útil:

Quando da chegada do Kit, não se pode esquecer de “ativá-lo” no site para dar continuidade ao processo da coleta das amostras. Há um número com código de barras que passa a ser o seu Número de DNA:

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O processo no laboratório nos parece bem complicado e demorado e as amostras ficam guardadas por tempo indeterminado, provavelmente para futuras pesquisas:

Enviei as amostras em 13 de fevereiro, paguei R$ 116,00 nos Correios e fiquei acompanhando a postagem:

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Então veio o desespero: minhas amostras foram barradas na alfândega.

Os Correios devolveram sem que chegasse ao laboratório nos EUA. Abri uma reclamação imediatamente onde disseram devolver o dinheiro reduzindo 7% dos custos da devolução para minha residência do “objeto proibido” e assim o fizeram em 29 de março, restituindo R$ 107,30 do valor que eu havia pago.

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Fiquei muito triste e revoltada com o MyHeritage DNA que afirmou não haver problemas no envio e que tudo aconteceria de forma tranquila, abri também uma reclamação e não encontrei um bom atendimento: reclamei a partir do dia 15 de fevereiro e somente em 29 de março recebi uma resposta de que entrariam em contato por telefone, mas até hoje, nada. No mínimo, se não conseguisse enviar, queria meu dinheiro de volta pois eles não podem oferecer um serviço sem garantia, mas consultei órgãos competentes aqui no Brasil e, por tratar-se de empresa estrangeira, seria praticamente impossível.

Neste momento dois anjos: um amigo e sua mãe, cuja a aquisição do mesmo exame aproximou e que residem no estado de São Paulo me prestaram a valiosa ajuda e enviaram por lá as minhas amostras. Teria perdido o dinheiro se não me auxiliassem nesta missão que tinha se tornado impossível para mim. Novo envio em 30 de março e nova expectativa. Assumi o risco de gastar mais dinheiro sem nenhuma garantia e, desta vez, deu certo!

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Ainda não sei em qual etapa a ansiedade é maior. Devido aos transtornos, minha espera ficou mais longa e em todo momento eu entrava no site para ver se o resultado já havia sido postado, embora eles tenham fornecido um prazo estimado.

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No dia 30 de abril o resultado finalmente foi postado em minha página MyHeritage e descobri coisas incríveis, mas as descobertas vão para outra postagem. Esta fica como um guia para você que esteja interessado em descobrir mais sobre suas origens.

Entre vários testes oferecidos no mercado atual voltados para mapear as origens étnicas, escolhi o MyHeritage DNA por já utilizar o site há algum tempo e porque eles têm um banco de dados imenso, com mais de 2.1 bilhões de perfis, 7 bilhões de registros históricos e 85 milhões de usuários registrados. Em um dia comum, os usuários de MyHeritage adicionam 2 milhões de perfis às suas árvores genealógicas. Isto dá muito mais significado aos resultados dos testes de DNA. Para a maioria das semelhanças de DNA, se pode visualizar a árvore genealógica da pessoa cujo DNA bate com o seu, além de ver sobrenomes e locais geográficos que se têm em comum.

Frequentemente novas funções estão disponíveis, você pode acompanhar no MyHeritage Blog quantas novidades vão surgindo e agregando mais informações valiosas.

Agora tenho mais um tesouro! Boa sorte com o seu!

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Acesse as categorias Árvore Genealógica e MyHeritage para mais postagens!

O Que é Bom para as Mulheres é Bom para o Mundo

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 por Danielle Nierenberg

Durante a década de 90, várias das principais conferências das Nações Unidas ressaltaram a importância da inclusão das mulheres no desenvolvimento sustentável. Mas, apesar dos compromissos no papel, houve muito pouca ação. A igualdade real e significativa entre mulheres e homens exigirá muito mais do que a inserção de um parágrafo aqui ou ali nos documentos emitidos numa convenção das Nações Unidas ou em leis nacionais. A miopia de gênero – ou cegueira às questões femininas – ainda distorce as políticas ambientais, econômicas e da saúde. Hoje, uma década após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, Brasil, governos, agências de desenvolvimento e até mesmo algumas ONGs continuam firmemente patriarcais. Apesar da crença generalizada de que as mulheres “avançaram muito” na conquista da melhoria social e econômica, continuam a enfrentar muitos dos mesmos obstáculos de uma década atrás. E em alguns casos, estes problemas se tornaram ainda mais intimidantes.

Na Rio-92, as mulheres se uniram como nunca e apresentaram uma visão de um mundo onde todas as mulheres seriam instruídas, livres de violência e capazes de fazer suas próprias escolhas reprodutivas. Como consequência dessa mobilização, a Declaração do Rio e a Agenda 21 determinaram a participação plena das mulheres no desenvolvimento sustentável e a melhoria de sua situação em todos os níveis da sociedade.

O trabalho que começou na Conferência de 92 não terminou no Rio. Devido aos esforços das ONGs femininas lá, a saúde e os direitos humanos das mulheres foram incluídos na agenda internacional. A Agenda 21 do Rio abriu caminho para a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) no Cairo, Egito, em 1994. O Programa de Ação do Cairo reafirmou os direitos das mulheres e sua participação equitativa em todas as esferas da sociedade, como pré-requisito para a melhoria do desenvolvimento humano.

As declarações e promessas feitas nessas conferências foram os primeiros passos significativos para a melhoria de vida das mulheres, porém ainda resta muito a fazer. Consideremos a estatística abaixo, divulgada pelas Nações Unidas e outras organizações ambientais e de saúde:

  • Mais de 350 milhões de mulheres em todo o mundo não dispõem de acesso a serviços de planejamento familiar.
  • Mais de 500.000 mulheres morrem, anualmente, de complicações durante a gravidez e o parto.
  • O crescimento populacional ainda está acelerado nas 48 nações menos desenvolvidas aproximadamente 80 milhões de pessoas são adicionadas ao planeta, anualmente. Muitas delas nascem em locais onde a falta de infraestrutura e serviços públicos limita o tempo de vida tanto de jovens quanto de idosos.
  • A maior geração de jovens da história da humanidade – 1,7 bilhões de pessoas entre 10 e 24 anos – está prestes a entrar em seu período reprodutivo. A onda jovem ocorre ao mesmo tempo em que o financiamento internacional para planejamento familiar e contraceptivos, especialmente dos Estados Unidos, foi abolido. Consequentemente, muitos dos jovens ficam privados de orientação e dos mecanismos para se protegerem de gravidezes indesejadas, relacionamentos violentos e doenças sexualmente transmissíveis.
  • Em quase todo o mundo em desenvolvimento, a maioria das novas infecções de HIV/

AIDS ocorre em jovens, sendo as mulheres as mais particularmente vulneráveis. Na África subsaariana, onde a AIDS se dissemina mais rapidamente do que em qualquer outro local do planeta, as mulheres representam 55 por cento de todos os novos casos de HIV. A maioria delas não tem autonomia sexual para recusar o sexo ou exigir que seus “parceiros” utilizem preservativos.

  • A violência de gênero assume várias formas e aflige moças e mulheres durante toda a vida. Mundialmente, uma em cada três mulheres é agredida, forçada ao sexo ou sujeita a abusos durante sua existência. Na China e na Índia, cerca de 60 milhões de moças são consideradas “desaparecidas” devido a abortos sexo-seletivos, infanticídio feminino e desprezo. Mais de 2 milhões de mulheres são submetidas à mutilação genital, anualmente, levando a uma vida de sofrimento e trauma psicológico.
  • Apesar dos avanços da educação, tanto para meninas e meninos, dois terços dos 876 milhões de analfabetos no mundo são mulheres. Em 22 países africanos e 9 asiáticos, a matrícula feminina é inferior a 80 por cento da masculina, e apenas cerca de metade das moças nos países menos desenvolvidos continua na escola após a 4a série.
  • Em grande parte do mundo, lares de mães solteiras abrigam um número desproporcional de crianças pobres.
  • Globalmente, as mulheres ganham, em média, dois terços a três quartos da remuneração masculina para o mesmo trabalho. Além disto, as mulheres desempenham a maior parte do trabalho invisível – mantendo a casa, cozinhando, recolhendo lenha e água, cuidando dos filhos, jardinando – que sustenta o ambiente doméstico. A maioria da contabilidade econômica oficial não prevê o valor do trabalho invisível. Se fosse “contabilizado” seria avaliado em cerca de um terço da produção econômica mundial.
  • As mulheres estão enormemente sub-representadas em todos os níveis de governo e em instituições internacionais. Em 2000, as mulheres detinham apenas 14 por cento de participação nos parlamentos mundiais. Nas Nações Unidas, as mulheres compunham apenas 21 por cento da alta administração, em 1999.

A Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, na África do Sul, é uma oportunidade para os líderes mundiais eliminarem essas desigualdades, reconhecendo que o que é bom para as mulheres é bom para o mundo. Além de incrementar os direitos humanos, a melhoria de vida das mulheres inclui uma vasta gama de benefícios colaterais – desde menor crescimento populacional e diminuição da taxa de mortalidade infantil, até melhor gestão de recursos naturais e economias mais saudáveis. Para que ocorram mudanças efetivas de gênero e população, as nações deveriam adotar as seguintes medidas:

  • Cumprir ou vencer as metas estabelecidas em Cairo e remover as barreiras ao tratamento da saúde reprodutiva e abrangente, em nível nacional. No Cairo, os países concordaram em gastar US$ 17 bilhões anuais (em dólares de 1993) até 2000 para fornecer acesso universal aos serviços básicos de saúde reprodutiva a todos, até 2015. Ironicamente, as nações mais pobres do mundo estão mais próximas de atingir as metas do Cairo do que os países mais ricos – despendendo quase 70 por cento do seu compromisso. As nações ricas, por outro lado, não atingiram nem 40 por cento do seu compromisso do Cairo.
  • Agir junto aos Estados Unidos para remover as barreiras ao financiamento internacional para planejamento familiar. A lei da mordaça global que proíbe o financiamento dos Estados Unidos a agências internacionais que simplesmente mencionem o aborto a seus clientes, deve ser sumariamente abolida pelo Presidente Bush. O governo também deve cumprir sua promessa de US$ 34 milhões para o Fundo de População das Nações Unidas.
  • Aumentar o número de mulheres na administração pública. A WEDO [Organização Feminina para o Meio Ambiente e Desenvolvimento] e outros grupos reclamam uma representatividade 50/50 em todos os níveis – desde conselhos de vilarejos até o mais alto escalão dos parlamentos nacionais. Na África do Sul – onde foi estabelecido um sistema de cotas em 2000 – as mulheres estão gradativamente conquistando assentos na Assembleia Nacional, detendo, hoje, 8 das 29 cadeiras.
  • Remover obstáculos que impedem a matrícula e acesso de meninas às escolas. Estudo após estudo revela que moças com maior grau de instrução não apenas têm menos filhos, mas também mais saúde para si e seus filhos. No Egito, apenas 5 por cento das mulheres que permaneceram além do primário tinham filhos ainda na adolescência, enquanto mais da metade das mulheres sem instrução se tornaram mães nessa idade.
  • Educar homens e meninos sobre a importância da igualdade de gênero e compartilhamento de responsabilidades. Estereótipos e expectativas culturais sobre a masculinidade impedem muitos homens de assumir responsabilidade pela saúde reprodutiva e pelos cuidados com as crianças. Alguns se sentem ameaçados pela independência das mulheres e expressam sua macheza pela violência ou pela retenção da renda familiar. À medida que mudam os papéis dos homens, o esforço para incluí-los no planejamento familiar e saúde reprodutiva está adquirindo ímpeto. Na Nicarágua, workshops para desaprender o machismo e melhorar as técnicas de comunicação resultaram em menos violência doméstica. E em Máli, voluntários masculinos foram treinados para prestar informação sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar, e distribuir preservativos.
  • Aumentar a conscientização dos jovens sobre questões de saúde reprodutiva, inclusive HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Em países como Uganda e Senegal, o compromisso governamental à educação sobre AIDS, tanto em nível nacional quanto local, ajudou a controlar a epidemia nessas nações. No México, programas de aconselhamento parceiro fazem com que jovens conversem e sejam educados por jovens sobre saúde sexual, melhorando a comunicação entre as gerações sobre a sexualidade e planejamento familiar.
  • Promulgar e aplicar legislação firme para proteger as mulheres contra a violência. Muitas leis nacionais não resguardam as mulheres de relacionamentos violentos ou impossibilitam processar homens por agressões, estupro e outras formas de abuso. Alguns países – México e Filipinas, por exemplo – reformaram sua legislação sobre o estupro, considerando o ato como “um crime contra a liberdade individual. ” Em Belize e Malásia, leis e códigos penais foram alterados, passando a considerar a violência doméstica como crime.

Participe da Família da Campanha dos Devotos

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Em fevereiro de 2016 postei para vocês sobre a Campanha dos Devotos e sua importância na espiritualidade dos cristãos católicos, devotos de Nossa Senhora Aparecida, e as várias ações sociais que acolhem famílias em situação de vulnerabilidade social e que você pode conhecer e acompanhar aqui.

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Hoje venho lhe convidar para fazer parte desta imensa família, cadastrando-se na campanha, passando a receber a Revista de Aparecida, Revista Jovens de Maria e/ou a Revista Devotos Mirins. Assim você torna-se também um voluntário da evangelização do Santuário Nacional. As doações são espontâneas, no valor que você considerar dentro de suas possibilidades, por boleto bancário.

Fazendo parte da Família Campanha dos Devotos você contribui com a missão de levar a mensagem de Jesus, através dos meios de comunicação, como a TV e a Rádio Aparecida, auxilia em toda manutenção e acabamento do Santuário Nacional e nos projetos sociais.

Esta é uma das muitas formas de fazer o bem, por isso abracei a causa e me tornei uma representante que está aqui, convidando você para fazermos juntos parte da mesma família.

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O cadastro pode ser realizado aqui para a Revista de Aparecida, aqui para Revista Jovens de Maria e aqui para Revista Devotos Mirins. Peço a gentileza de, ao responder a pergunta de como conheceu a campanha, optar por “outros” e escrever “Representante 1233779”. Caso não encontre este campo, escreva o mesmo atrás do seu nome, por favor. Esta informação serve para saber quem foi que indicou a campanha. Não recebo nada por isto, também sou voluntária, a informação é somente para efeito de cadastro e envio de mais kits de oração para distribuir entre os novos membros da família.

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Quando fizer seu cadastro e receber a confirmação por e-mail, envie-me seu nome e endereço completos neste formulário dizendo que se cadastrou e enviarei o Kit da foto para você, com todo carinho. Quem estiver próximo e quiser fazer o cadastro pessoalmente pode me procurar e o farei prontamente.

Em 2017 comemoramos o jubileu de 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, que aconteceu em meados de outubro de 1717, quando três humildes pescadores a tiraram das águas do Rio Paraíba do Sul. Em 26 de julho de 1745, a primeira capela em homenagem à querida imagem foi construída. A partir de então, o número de devotos cresceu, dando início, em 1834, à construção da atual Matriz Basílica, finalizada em 1888. Em 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação do Santíssimo Redentor para trabalhar no atendimento aos romeiros. Com grande responsabilidade e zelo apostólico, iniciaram o trabalho de evangelização e acolhida aos peregrinos. Devido ao crescente número de visitantes, houve a necessidade de se construir uma igreja maior.

Em 11 de novembro de 1955,  começou a construção da Nova Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, projetada pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto. Em julho de 1980, em cerimônia solene presidida por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, a Basílica foi consagrada oficialmente a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB) declarou a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional. Hoje, mais de 12 milhões de romeiros são acolhidos na Casa da Mãe e esse acolhimento só é possível com a sua participação na Família Campanha dos Devotos.

Muito obrigada por sua colaboração.

Muitas bençãos para todos nós, hoje e sempre!